segunda-feira, 31 de março de 2008

Plzeň e Praha

Para os brasileiros, Pilsen e Praga.
Foi então que no feriadão de Páscoa eu fui conhecer a cidade que deu nome ao tipo de cerveja mais famoso no mundo (pilsen) e uma das mais belas capitais européias.

Serei breve no roteiro para não entediar.

Peguei um trem de Bratislava para Pilsen às 23h, chegando às 6h.
Paguei a mais para o tipo de reserva no trem chamado de "dormitório", em um espaço com "cama" para 6 pessoas. Posso dizer que isto é uma das coisas mais confortáveis que eu já pude vivenciar em uma viagem de 7h. Era apertado, claro, parecia uma lata de sardinha, mas como era para você dormir, só cabia você e mais 2 palmos na largura da cama (isso significa que você podia rolar, mas só um pouco!). E não tinha barulho também. Dormi como uma pedra, como de costume.
Na mesma cabine tinha uma família: pais e três filhos. Muito legal ;)
Acordei já era sexta-feira, em Pilsen, e como programado eu esperaria o Marcelo e seus amigos que viriam da Alemanha para Praga (passando por Pilsen).
Era de se esperar que eles chegariam, de carro, por volta das 9:30h. Foram 4h de chá de cadeira, já eram 10h e nenhum sinal dos brasileiros. Eu já tinha decidido que agora meu city tour em Pilsen seria sozinho, então deixei minha mochila no guarda-volumes da estação de trem e fui explorar Pilsen, me programando para pegar um trem às 19h e ir para Praga.
Pilsen não é muito grande e é marcada como um estereótipo de cidade européia: igrejas, praças, monumentos, prédios de cair o queixo e afins.
Como era período de Páscoa, acontecia uma feirinha na praça central, ao redor da enorme igreja (Igreja de São Bartolomeu) e como dito em um outro post estavam a venda os chicotes feitos de graveto, ovos de madeira (com pinturas), alguns artesanatos e, como em todo lugar cheio de gente, comida.
Depois eu fui para o tal tour da cerveja, que é um ponto de passagem obrigatório para qualquer um que visita Pilsen.
No lounge da cervejaria eu esperava o tempo passar para começar o tour e de repente eu vejo uma penca de gente entrando, entre elas uma cara conhecida: Marcelo!
Eles chegaram já era mais de 13h em Pilsen, como resultado de uma batida do carro (alugado) há alguns minutos (ou poucas horas) da saída deles de Nürnberg. Chequem a história com mais detalhe aqui.

O tour da cerveja pertence a marca Pilsner-Urquell, a cerveja mais famosa na República Tcheca.
O tour é convidativo: processos de fabricação de cerveja, um pouco de marketing da empresa e muita história. No final a degustação da cerveja a um passo antes de ser filtrada totalmente.
Diz a história que a região estava sendo vitimada pela qualidade da cerveja, chegando ao ponto dos consumidores de cerveja da época fazerem derrame de cerveja em praça pública para demonstrar a insatisfação. A época em questão é 1840.
Os cervejeiros da época, então, juntaram esforços e desenvolveram uma nova receita para a cerveja, incluindo, entre outras coisas, o armazenamento e fermentação da cerveja em temperaturas baixas (em torno de 10 a 15 graus Celsius), nova matéria-prima selecionada (água, cevada e lúpulo) e processos específicos. O produto final foi uma cerveja que ficou rapidamente famosa pela região da Boêmia (região onde se situa a cidade de Pilsen e Munique, por exemplo) e Europa Central. Hoje pelo mundo.
"Pilsner" significa "da cidade de Pilsen" e nenhuma cerveja, exceto àquelas fabricadas em Pilsen, poderiam levar o rótulo de "pilsen", na teoria. Mas a cerveja ficou tão famosa mundialmente que acabou virando um tipo de cerveja e é usada mundialmente para relembrar a qualidade das cervejas origanalmente fabricadas na cidade de Pilsen.
A visita dá opção de ver todo o processo de fabricação, engarrafamento e armazenamento da cerveja. Fotos abaixo:





Depois do tour sobraram energias somente para pegar a bagagem de volta na estação de trem, juntar-se ao bando e rumar para Praga.

Chegamos em Praga no começo da noite e não tínhamos expectativas para muita coisa: sobrou tempo somente para dar uma andada sem-vergonha pelo centro, tomar uma multa e ir embora.
Sim, multa! E eu não estou falando de carro, estou falando do transporte público.
Os desatentos marcaram a passagem de ida dentro do ônibus e ao voltar não sabiam que deviam marcar o ticket de metro na estação do metro (leia-se fora do trem), esperaram marcar o ticket dentro do trem. Quando chegaram dentro do trem, não tinha marcador.. Ao sair na estação de destino, lá estavam os fiscais olhando se os tickets estavam válidos (marcados): multa de aproximadamente 75R$ para cada um! Estávamos em 8! Revolta...

Sábado foi um dia muito bom. Saiu um sol sem-vergonha mas suficiente para colocar centenas de turistas nas ruas.
Praga é uma cidade fantástica, cosmopolita, parece que a cidade toda foi construída para ser turística! Muitas igrejas, prédios históricos por todos os cantos e muita arquitetura exótica (para os nossos olhos!).
A peregrinação foi do castelo (que, na verdade, não tem castelo nenhum haha), passando pela ponte Charles durante o dia e ao escurecer chegando na praça central.
À noite o pessoal resolveu ir jogar boliche e eu resolvi ir para uma balada.
Como acordei tarde no domingo, o grupo já tinha saído e eu fui andar sozinho.
Aproveitei para ir aos lugares que sempre quis conhecer, principalmente relacionados ao Franz Kafka.
O roteiro de domingo incluiu a torre de TV (com seus bebês escalando-a!!), o cemitério judaica judaico (onde Kafka está enterrado), o castelo antigo (onde eu passei um tempo para fazer um piquenique) e o museu de Franz Kafka.

Segunda-feira eu peguei uma carona com um casal que conheci (bem por acaso!) em Bratislava e voltei!

Voltei para casa com uma gripe (outra!) lazarenta, alguns presentes, muitas fotos e histórias para contar! :)

Fiquem com as fotos...

sexta-feira, 28 de março de 2008

Eu...

Eu.
Eu fui para Pilsen.
Eu fui para Praga.
Eu também fiquei doente.
Eu estou numa conferência da AIESEC.
A conferência da AIESEC dura até domingo.
Eu estarei cansado e ainda doente no domingo.
Segunda começa a semana de trabalho, trabalho, trabalho....


p.s: prometo escrever sobre Praga e Pilsen quando eu não estiver trabalhando. Ou doente.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Presente de Páscoa

Era 13:55h.
Foi um diálogo simples, ao acaso, mas animador:

Peter: _ Dio, you can leave, we are finishing at 14h today.
Dio: *cara de espanto*
Dio: _ Dobré! (ok, em eslovaco)

Foi assim que minha semana acabou.

Que venha Plzeň e Praha!

Fechado para balanço

Aqui é feriado na sexta-feira e na segunda e, sendo assim, eu vou para algum canto. Cantos, melhor dizendo.

Eles (os cantos) já têm nome: Plzeň e Praha.
Não façam cara feia não, vocês conhecem estas cidades: Pilsen ("Ahhhhhh, aquele tipo de cerveja!!" - isso mesmo) e Praga, ambas na República Tcheca.

Estou indo para lá com o Marcelo e alguns amigos dele (todos brasileiros morando na Alemanha).

Enquanto isto leia o post abaixo, sobre a Páscoa nas Repúblicas.

Segunda-feira regresso a Bratislava, volto aqui (no blog) quem sabe na segunda, ou terça, ou quarta...

quarta-feira, 19 de março de 2008

A Páscoa na Eslováquia

Confesso que fiquei bem chocado quando fiquei sabendo das tradições da Páscoa na Eslováquia.
Na verdade não com as (plural), mas com "a", especificamente uma que acontece na segunda-feira.
Mas antes de chegar na segunda-feira, vamos do começo.

Sendo a Eslováquia um país majoritariamente católico, de certa forma não é de se ficar surpreso com as celebrações e a (exagerada) importância a certas tradições.
O que me estranha é o fato de muitas vezes a parte folclórica é muito relacionada com a natureza: tomar banho em água de nascentes, comer vegetais para se manter saudável, etc. Por um certo ângulo estes pensamentos estão mais pagãos do que católicos. Sincretismo religioso? Pode ser.
É claro também que eu, provavelmente, nem vou ver isso que vou escrever aqui, pois moro na capital e vida urbana e folclore/religião são coisas que raramente co-existem. Sendo assim o que escreverei são celebrações mais vistas no interior, ou de certa forma distorcidamente celebradas nas cidades "grandes", como Bratislava. Mas enfim, vamos lá.

Primeiro existe uma série de nomes para os dias da semana que antecedem a Páscoa: Quinta-feira Verde, "Grande Sexta-feira" ou "Boa Sexta-Feira", "Sábado branco" ou "Sábado da Páscoa", o domingo de Páscoa é chamado de "Grande noite" e a segunfa-feira de Páscoa ou "Grande Noite da Segunda".

Quinta-feira: A quinta-feira é conhecida como o dia da limpeza. As pessoas deveriam tomar banho em água corrente, nos inúmeros riachos que existem no país para se purificarem. O nome "Quinta-feira verde" advém do fato de que neste dia as pessoas deveriam preparar muitas comidas "verdes", muito vegetal, para que tivessem uma vida mais saudável e longa.

Sexta-feira: Segundo as tradições, este seria o dia em que bruxas e magos sairiam. A lenda diz que estas bruxas arruinariam os jardins das casadas, derrubaria árvores e roubaria leite das vacas. [nota: aqui eu vejo que o leite - e seus derivados - é uma coisa muito importante para a cultura: iogurtes, queijos, etc..etc... eu percebi isto quando cheguei. Neste caso, roubar o leite das vacas, para eles, deve ser como arruinar as plantações de arroz e feijão para os brasileiros haha]. Por outro lado, os magos seriam responsáveis por machucar qualquer pessoa que ele encontrasse nas ruas da cidade.
Para evitar tal aparições, este seria um dia para se comer muito alho (deve ser daí que veio a tal da sopa de alho - Garlic Soup). Ah! Não só comer, mas também espalhar alho em alguns lugares, como na entrada dos estábulos.

Sábado: Este dia seria famoso por jogar fora e queimar tudo aquilo que fosse velho e prejudicial. Também conhecido entre eles por "Queimando Judas".
Neste dia, em paralelo com a queimação toda, eles fariam comida para celebrar a ocasião, geralmente cozinhariam porco (guardando a gordura suína para uso posterior - para curar doenças, segundo eles).


Domingo: Na tradição de Páscoa, este dia seria para levar toda comida preparada no dia anterior para igreja, para ser benzida e posteriormente comida, no almoço.
A cerimônia seria parecida com a do natal, incluindo, inclusive muitos cereais.

Segunda-feira: Esta é a parte mais chocante! haha
Não só na Eslováquia mas como também na irmã República Tcheca (e prima Polônia), existe um costume de se jogar água nas mulheres ao amanhecer e "chicotear" as pernas com uma varinha cheia de fitas (pomlázka) ou feita de gravetos.
Motivo? Espantar os males e purificá-las, deixando-as saudáveis para a Primavera. Em troca, as mulheres dão licores (e outros alcoólicos locais, como Borovička), ovos pintados (kraslice) ou até comida.


Lendo mais sobre isto, cheguei a alguns fatos interessantes.
Por exemplo, no interior, as mulheres ficam em casa durante este dia recebendo visitas dos familiares (homens) que vêm para jogar água nelas. Assim como seus maridos e filhos saem para fazer o mesmo com as mulheres da mesma família, ou até mesmo amigos.
A questão da quantidade de água vai da malícia alheia também: há relatos de mulheres que são acordadas por seus maridos com baldes d'água, ou pegas de surpresa na cozinha, por exemplo. O lugar pouco importa. Ao mesmo tempo existem algumas meninas que levam apenas meio copo de água na cara! hahaha!
A coisa é tão séria que algumas mulheres se sentem ofendidas ou tristes quando não recebem uma visita para lhes jogar água! (reparem na cara de felicidade da senhorita de branco, na foto, sendo "chicoteada". Deve ser até engraçado..)

Ah! E são só as mulheres que recebem esta "benção"! [nota2: aí penso eu: seria isto, novamente, o machismo oculto na cultura eslovaca?]

Nos dias de hoje, principalmente em Bratislava, este história de jogar água nas mulheres é quase uma questão diplomática. Por ser a capital do país, as pessoas já não estão conectadas a estas tradições e jogar água na cara de alguém pode, muito provavelmente, soar como ofensa.

O povo que trabalha comigo disse que hoje em dia eles só molham a mão na torneira e espirram gota de água, para simbolizar a situação. Sorte delas.

terça-feira, 18 de março de 2008

De volta aos 5 anos..

Hoje eu me senti como ter 5 anos de idade novamente.

Estava concentrado aqui lendo sobre segurança, logs e atividades na rede da empresa, regras de segurança, enfim, trabalhando.
Parei por alguns minutos para (re)aprender os números em Eslovaco, foi "momento bobeira", abri uma página na internet e falei em meio-tom: šest. Seis, em eslovaco.
O Peter, que trabalha comigo, estava do lado e olhou com aquela cara de assustado (também pudera, imagine você trabalhando e um louco fala, do nada, "seis!").
Ele perguntou: "Six what?" haha. Eu respondi "I'm practicing my Slovak..". Ele levantou e veio conferir. Eu estava com uns problemas de pronúncia e ele de prontidão veio ajudar.
Eu: "zésti?"
Ele: "Dgésti."
Eu: "Dzésti?"
Ele: "Dgésti."
Eu: "Dgésti!"

O seis saiu.

A última língua que estudei foi alemão e não lembro de ter me enroscado TANTO para aprender pronúncia. Não que eu pronuncie alemão perfeitamente, mas pelo menos é entendível haha.

Depois do seis foi o nove, depois o onze, o treze, o dezenove e o vinte.

Chega por hoje, de volta ao trabalho.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Por favor, posso estalar minhas juntas?

Eu sou um viciado em estalar juntas: dedos, pescoço, vértebra. Estalo tudo!
Talvez eu já esteja meio podre também, mas enfim, estalar os dedos era um vício que eu não sabia que tinha até eu chegar na Eslováquia.

http://saude.hsw.uol.com.br/questao437.htm

quarta-feira, 12 de março de 2008

Uma ová!

Primeiro, o título do post não está errado. É ová mesmo.

Eu lembro quando eu era menor, sentado e assistindo ao jogo feminino de vôlei de países do leste europeu (como Rep. Tcheca). Tudo que não entendia era por que as mulheres pareciam ter nomes iguais.
Hoje fui no site da liga feminina de vôlei da Rep. Tcheca e peguei a lista das atletas:

  1. Daniela Gönciová
  2. Vendula Měrková
  3. Nikol Sajdová
  4. Veronika Kadlecová
  5. Andrea Krupniková
  6. Eva Ryšavá
  7. Barbora Minářová
  8. Michaela Fraňková
  9. Dita Gálíková
  10. Jana Gogolová
  11. Michaela Fraňková
  12. Dita Gálíková
Tirando a excentricidade dos "acentos circunflexos ao contrário" e os tremas em vogais, o que eu via de mais curioso eram os "ovás". Quase tudo acabava com "-ová".
Há algumas semanas, numa "conversa de bar", estavam fazendo uma brincadeira com a Ioana, romena que mora comigo (e que namora um eslovaco cujo sobrenome é Barok), que ela se chamaria "Ioana Baraková". Aí eu interrompi e perguntei que RAIOS era isso! Explicaram-me que quando há união civil entre casais a mulher ganha o sobrenome do marido, acrescido de "-ová" no final. Caso o casal tenha uma filha, ela levará o sobrenome do pai acrescido de "-ová" (ou o sobrenome da mãe, como quiser). Isto só se aplica ao sexo feminino. No caso do casal ter um filho, ele levará o sobrenome do pai, sem acréscimos. Até aí tudo bem! É algo da cultura, etc.. não fazia muito sentido na minha cabeça haha mas tinha matado minha curiosidade, digamos assim.
Observação: Nos veículos de comunicação (jornais e revistas, por exemplo), se eles estiverem falando de uma estrangeira, mesmo não tendo relação ALGUMA com a Eslováquia (ou Rep. Tcheca), por exemplo, Nicole Kidman ou Gisele Bünchen, eles vão colocar o -ová no final. Nicole Kidman vira Nicole Kidmanová e Gisele Bünchen vira Gisele Bünchenová! Audácia! Haha! Muito legal isso..

Eis que hoje estava aqui no trabalho fazendo nada (por que meu chefe está doente e não me mandou o que fazer por email) e lendo o guia sobre a cidade de Praga, lendo nomes de praças e ruas, e de repente eu percebo que uma grande maioria de ruas ou terminava com -ová ou com -ská! Bílkova, Purkyňova, Rathova, Vodičkova, Melantrichova, Jaramírova, Slavojova, Parléřova.
Aí, claro, como reação normal do ser humano, a cabeça começa a tentar fazer relação com o conhecido. Mas não fazia sentido uma rua ser casada com alguém! haha E neste caso não era "-ová" e sim "-ova", sem acento.
"Não sabe? Pesquise! Não achou? Pergunte!". Foi seguindo esta máxima que lá foi eu atrapalhar e perguntar para os colegas trabalho que RAIOS era aquilo.
Conversa vai, conversa bem, disseram-me que o "-ova" para os nomes de rua significava "of" (de/do/da). Rathova era "do Rath" (Rathova Ullice/Ulica, Rua do Rath), Jaramírova era "do Jaramir" (Jaramírova Ullice/Ulica, Rua do Jaramir).
E a voz interior diz: "Ahhhhhh!!!! Entendi!!". Ponto a menos para a ignorância.

Não temporalmente muito distante dali os pontos se conectam, a lógica age e uma dúvida surge: "Será que Nicole Kidmanová significa 'Nicole do Kidman?'"? Bingo!
Somente por uma questão gramatical (não me pergunte qual!) é que uma forma tem acento e a outra não. Quando perguntei se era isso mesmo, eles [os colegas] pararam, pensaram, pensaram e responderam: "É, realmente... pode ser.." hahaha
Querendo eles ou não, isso soa meio pré-histórico e machista para mim.

Enfim, que venham as -ovas ...

terça-feira, 11 de março de 2008

Barrados no baile

Eu não vou dar um de politizado aqui, nem é este o objetivo do blog.
Objetivo do blog é escrever minhas experiências fora do Brasil e volta e meia compartilhar algum pensamento, e é por este último motivo que eu escrevo.

Eu continuo acompanhando notícias do Brasil, talvez mais do que se eu estivesse morando lá. Por estas e outras, tudo que eu vejo sobre diplomacia e relacionamento entre países acaba sendo do meu interesse.
A última e mais calorosa delas vem sendo a azeda relação diplomática entre Espanha e Brasil, duas nações que, aparentemente, não fazem idéia de quão irmãs são!
Para quem não sabe, há alguma semanas cerca de 30 brasileiros foram barrados em aeroportos de Madri. Impedidos de entrar naquele país, eles foram mandados de volta para o Brasil.
A explicação é sempre a mesma: não possuir passagem aérea de retorno, não possuir comprovantes de renda (cartões de crédito ou dinheiro em espécie, por exemplo) e nem um lugar para permanência (hotel, casa de amigo, etc..).

Alegando um princípio diplomático conhecido como "reciprocidade" o Brasil fez o mesmo com alguns espanhóis em Salvador: mandou os espanhóis de volta.
Se eu tivesse no Brasil eu provavelmente estaria muito revoltado com a Espanha (por ter repatriado os brasileiros) e estaria dando meus parabéns a atitude brasileira, mas depois de conhecer a realidade da vida no exterior eu posso dizer que medirei minhas palavras antes de tomar conclusões.

A Espanha, assim como outros países, por estar na União Européia e fazer parte do Acordo de Schengen, (basicamente livre trânsito entre países da Europa) é uma porta de entrada para que você possa perambular pela Europa sem muita encheção de saco. E mais, por estar na Europa (o nome que brilha nos olhos da maioria dos brasileiros), ela também é alvo de imigração por estrangeiros de países emergentes (por exemplo, Brasil).
Anualmente centenas de brasileiros saem do Brasil para outros países da Europa para tentar uma vida melhor. Alguns tem sucesso, outros acabam em trabalhos piores que aqueles no Brasil, outros se frustram e voltam para a terra verde e amarela, enfim, é sempre aquela história de sempre. Sem mencionar que na maioria das vezes a intenção é única e exclusivamente exploratória: ganhar dinheiro.

Na minha visita a Alemanha eu pude perceber que a maioria dos brasileiros que lá residem não tem a intenção de se interagir culturalmente, não vêem a necessidade de entender a cultura e o relacionamento interpessoal e tão pouco aprender a língua. E não me venham falar que visitar os parques e castelos é interação cultural (isso é turismo!)! Acabam criando mais e mais redutos de brasileiros, turmas, enfim, a interação local é mínima. Daí são essas e outras coisas que ofendem qualquer nativo. E eu não acho que isto aconteça somente na Alemanha.
Imagine o Brasil como uma das potências mundiais e, subitamente, uma invasão em massa de costa-riquenhos começa, mais e mais costa-riquenhos chegando, querendo trabalhar e ter uma vida melhor, andando apenas com seus amigos costa-riquenhos e não dando a mínima para o país. Para algumas nações isso soa como colônias dentro do seu país, uma espécie de dominação paulatina sem controle.
Não ficaria abismado se esta hipótese soasse "legal" para os brasileiros, pois somos conhecidos (e somos!) por sermos muito amigáveis e flexíveis com diferenças culturais. O que deixamos escapar é que é um erro pensar que outros países deveriam ser assim também, seria uma inflexibilidade cultural por nossa parte (ou quase imposição da sua cultura).

Eu não estou dizendo que todos os brasileiros que saem do Brasil agem desta forma, muito pelo contrário, conheço muitas pessoas (inclusive vivendo na Alemanha) que não se comportam de tal maneira e são exemplo de embaixadores brasileiros, porém esta minoria acaba pagando o preço da maioria, como sempre.

No outro lado da moeda, o Brasil está certo em fazer esta retaliação. Generalizar e tratar o cidadão brasileiro como marginal não foi uma atitude correta por parte dos oficiais espanhóis e como disse nosso Ministro da Justiça (Tarso Genro) à Folha, "é necessário que a legislação seja olhada com lupa, para que se sinta também do lado de lá que aqui tem leis".

Se a polícia espanhola tivesse feito o serviço direito desde o começo, eu acredito que eles não estariam tomando esta atitude agora. Eu digo isso por que existem centenas de brasileiros que conseguiram burlar a imigração e hoje trabalham ilegalmente na Espanha e a polícia espanhola tentar resolver o problema de forma precipitada nunca foi e nunca será uma solução sábia.

Com estes pensamentos eu já tive inúmeras conclusões mas eu escreverei aqui uma que considerei a mais importante: não tente ser 100% brasileiro fora do Brasil, não funciona - só piora! E o critério "ser brasileiro" vai desde "o jeitinho brasileiro" até onde a sua imaginação conseguir ir.

Vida leva eu...

Eu tenho me sentido assim nos últimos dias: vida leva eu.
Mas não é por que eu não estou fazendo nada, pelo contrário, por que estou com o dia inteiro lotado.

Novidade é que hoje eu lavei minha roupa E meu pendrive! hahaha Pura falta de prática..

Estou planejando uma viagem para Praga na Páscoa, uma vez que aqui é feriado dia 21 e dia 24!

No momento estou lendo e relendo o guia de Praga, além de contar as moedas....

segunda-feira, 10 de março de 2008

Um pouco de político-social

Corrupção
http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2007

sexta-feira, 7 de março de 2008

Kaká, Ronaldo ou Robinho?

Como tinha prometido, explicaria a frase “É mais difícil ser brasileiro que não gosta de futebol FORA do Brasil do que no Brasil”.

O que aconteceu, diferente das n pessoas espantadas quando você fala que não gosta de futebol, é que a empresa tem um time de futebol (assim como diversas empresas no Brasil também tem) e a pior parte é que antes de eu começar a trabalhar (e eles me conhecerem!), foi criada uma certa expectativa sobre o “brasileiro que trabalharia na EMM”. A expectativa foi tamanha que meu chefe começou a mandar email para as outras empresas, que também têm seus times e de vez enquanto fazem uns amistosos, tirando onda, falando que de agora em diante “não ia ter para ninguém” pois a empresa dele teria um brasileiro no time. HAHAHAHAHAHA

Quando eu falei que eu não jogava futebol, foi como ter falado para um turista na França que a Torre Eifel tinha caído. Foi FRUSTRANTE, dava para ver na cara dele!

Não tenho culpa alguma, estou de consciência tranqüila, além do mais eu já cansei de discursar sobre por que eu não gosto de futebol, agora simplesmente falo que não gosto e pronto. Eita chatice....

Em contrapartida eles têm um time de vôlei e algumas pessoas também nadam de vez enquando, então talvez eu me junte a eles ;)

Au revoir!

Trabajo, trabajo!

Bom, de agora em diante os posts vão ter um tamanho menor. Calma, não tão agora.

Meu primeiro dia de trabalho foi na quarta-feira. Basicamente fui apresentado aos meus colegas de sala (que trabalham no mesmo projeto que eu), conheci meu espaço e organizei minha mesa. Eu gosto desta parte “ambiente corporativo”, não precisar ir na papelaria para ter uma fita adesiva ou um clip de papel (e só precisar ligar para a secretária) é algo realmente legal! haha

A EMM, apesar de ser uma empresa de médio porte, tem um “ar” de empresa grande.

Ganhei uma mesa, cadeira reclinável, bloco de notas, canetas, lapis, porta-treco, um caderno, lista de telefones dos empregados, fita adesiva, enfim, tudo que é tranqueira de escritório. Mas o mais importante não estava lá: meu computador!

É claro que eu surtei na hora, fiquei imaginando como que eles fariam trabalho de segurança em TI sem um computador. Deveriam ter técnicas muito boas mesmo...

Alguns minutos depois, Jozef, meu mentor aqui, foi até minha sala para explicar que meu computador estava sendo “preparado”, faltava instalar algumas coisas, coisas básica, como o Windows haha..

Resumo: passei meu primeiro dia inteiro sentado na minha super cadeira, debruçado na mesa, olhando a neve cair por umas 3h e depois o sol raiar (cidade louca!). Sim, nevou, principalmente por que estava -1ºC e começou a garoar. Resultado: neve.

Ontem, quinta-feira, foi meu segundo dia. Meu computador estava pronto, porém não tinha ponto de internet e o cidadão que arrumaria isso não tinha vindo trabalhar. O Pavlo, um Eslovaco gente boa que estava “preparando” meu computador, fez um arranjo temporário na sala dele e colocou meu PC para rodar. À tarde eu conheci o Ivan, que será o meu responsável técnico. Isto significa que ele que me carregará para lá e para cá e provavelmente também será ele que me dará puxões de orelhas.

Foi também ontem que recebi meu crachá (um cartão magnético que dá acesso ao prédio) e formalizei meu plano de trabalho com o Jozef.

Eu trabalharei em um projeto que dará consultoria em SIM (System Information Management – Gerenciamento de Sistema de Informação) aos correios da Eslováquia. Posteriormente eu trabalharei com IDS (Intrusion Detection System – Sistema de Detecção de Intruso) como consultor de um banco húngaro (Optbank).

Sem contar que de vez enquando eu vou ter que ir para Banská Bystrica (uma cidade do interior, onde fica o centro de TI dos correios daqui).

Se você não entendeu nada, somente pense que eu vou ficar muitas horas sentado na frente do computador fazendo coisas super excitantes (pelo menos para mim é!)! hahaha

Fato mais bizarro da semana até agora foi ontem, quando às 14h a empresa toda parou para celebrar o aniversário do Ivan, fomos (cerca de 50 funcionários) para uma sala (grande) de reuniões, com vários comes e bebes. O aniversariante ficou dentro da sala, uma fila enorme se formou do lado de fora, na porta e um a um fomos entrando e dando parabéns para o Ivan. Quem tinha presente, entregar. Bem organizado!

A parte bizarra começou por que eu acho que isto (de parar no meio do dia!) nunca aconteceria no Brasil, principalmente por que o cara não é o big boss. E mais, não durou 10 minutos ou 30 minutos, durou até o final do expediente (16:30!) ! haha

Tudo que eu ficava era aflito, entrei numa crise de existência por que eu não sabia se voltava para minha sala para terminar de fazer o que estava fazendo ou se ficava na festa. O dilema era simples: 1 – ficar na festa e dar uma de vagabundo ou 2 – sair da festa e ser mal-educado! Como que eu ia saber isso? Eita trem!

No final das contas, após 1h de comilança, metade das pessoas foram para seus devidos postos, ficaram somente meu chefe, os meus colegas de sala e alguns retardatários.

Eu sai por 10 minutos, pensei: “Vou sair, ficar um tempo na minha sala... quem sabe não cai a ficha deles!”. Que nada, 10 minutos depois eu voltei e eles ao invés de terem saído tinham é aberto uma garrafa de run e meu chefe já estava fazendo Cuba Libre! (isso não é brincadeira! hahahaha)

Resumo da rotina: Acordo 6h, chego 8h, tenho aprox. 30minutos de almoço e que almoço!!!), saio às 16:30 e chego em casa às 18h. Ufa! :)

p.s1: sim, parece que na Europa seu almoço dura somente 45min, no máximo.. quando não 10minutos!

p.s2: É mais difícil ser brasileiro que não gosta de futebol FORA do Brasil do que no Brasil. Explico no próximo post...

terça-feira, 4 de março de 2008

Visto

Bom, na sexta-feira eu não consegui acordar (por diversos motivos, entre eles o de não ter um despertador - meu celular ficou na Alemanha haha) para ir na polícia.
Ontem eu consegui acordar, fui na polícia e aqui vos apresento:



Visto na mão, mãos à obra. Trabalho na quarta-feira...
p.s: ainda 70% recuperado da gripe :(

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O fim do fim existe?

Acordei melhor que ontem, mas ainda assim a garganta está arranhando e estou espirrando! :(

Hoje eu me mudei.
Agora moro num ap. com mais 6 pessoas, do MC da AIESEC Eslováquia. Vou dar uma mão numas coisas por aqui..
O lugar é melhor em termos de infra-estrutura, perdendo somente pelo fato da internet não ser muito boa. Coisa boa é o supermercado na esquina de casa! Ae! Coisa ruim, além da internet, é que fica mais longe que onde eu morava. Ou seja, eu morava no fim do mundo. Agora moro um pouco mais para lá! Detalhe para o tempo que eu vou levar de onde moro até onde trabalho: 50min! ARgh!

Hoje eu também fui na EMM (empresa em que vou trabalhar). O propósito foi esclarecer qualquer dúvida remanescente em relação ao trabalho e agendar o começo do meu trabalho para quarta-feira. Isso mesmo! Quarta-feira eu começo a trabalhar ;)

Amanhã cedo eu vou na polícia para ver se meu visto já está pronto. Segundo eles, há duas semanas atrás, estaria pronto em 10 dias. Vamos ver..

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Alemanha: Karlsruhe, Stuttgart e Heidelberg

Objetivo

O objetivo era ir para Karlsruhe, visitar a Carol e rever o Patrick, como já dito aqui.

A teoria

Ida: O plano era sair de Bratislava na sexta-feira (22) às 5:15h, chegar em Viena às 6:15h. Pegar um avião de Viena para Stuttgart às 6:50h, chegar em Stuttgart às 8h.
Como minha carona só sairia de Stuttgart para Karlsruhe às 16:30h, fiz um plano simples para passar o tempo em Stuttgart: sair do aeroporto, pegar o ônibus 212, trocar pelo ônibus 70 e ir à torre de televisão (a primeira torre de TV em concreto do mundo). Ficar na torre de TV um tempo e estar às 16:30h na estação de trem/metrô "Vaihingen"e pegar a carona para Karlsruhe. Chegar na Estação de trem de Karlsruhe às 18h, no máximo e encontrar com a Carol.

Volta: Sair de Karlsruhe na segunda-feira (25) às 17:19h, chegar em Stuttgart às 18:36h. Bater um papo e descontrair a vida com o Conrado, conhecer a cidade, voar de volta para Viena às 8h na quarta-feira (27), chegando às 9:10h. Pegar ônibus para Bratislava e chegar às 13h!

Simples!

A prática (ou "A história")

Sexta-feira: Chegando em Karlsruhe
Sai de Bratislava na sexta-feira, de ônibus, era 5:15h da manhã. Destino: Viena.
Cheguei era aproximadamente 6:15h, fiz o check-in e embarquei às 6:50h sem problemas, sem verificações de visto, passaporte, encheções de saco com imigração ou afins. Afinal, estamos em Schengen. Aleluia. Meu vôo saiu sem atraso e tudo correu bem no ar. Aterrisei em Stuttgart, como planejado, às 8h.



Já no aeroporto avistei a saída para o transporte público. Aí já começaram os entraves: mudar a cabeça de Inglês/Eslovaco para Inglês/Alemão. "Obrigado" não era mais "Ďakujem", era "Danke schön". "Com licença!" não era mais "Prosím!" e sim "Entschuldigung!".
Achei que ao chegar no aeroporto eu ficaria dando voltas e voltas até achar o ponto de ônibus exato para pegar o número 212, mas, inacreditavelmente, o ônibus estava alí, há menos de 20 metros da primeira porta em que sai. O display anexado a um poste na calçada avisava a saída em 2 minutos. Corri.
O diálogo com o motorista foi desconfortante, "Wohin?" e eu: "ahhmm...hummm...aaahmm.." demorei para pegar o papel no bolso da jaqueta, faziam 13 graus, não estava muito frio.
"Plieningen", disse eu, com o alemão enferrujado. E o motorista retrucou: "Zwei euro". Dois euros.
Subi no ônibus e fui, sempre atento ao ponto de parada. Começaram a aparecer vários "Plieningen" e eu já estava começando a ficar incomodado. É que se a região se chamava "Plieningen" e cada ponto naquela região iria começar com Plieningen, só que eu, após a pesquisa em casa, ao invés de anotar "Plieningen Post" anotei só "Plieningen". De tão aflito, chegou no próximo ponto eu decidi descer. Ainda era Plieningen.
Olhei no ponto de ônibus, tinha escrito "70", o ônibus que eu tinha que pegar para dar continuidade. Como em Bratislava, os pontos de ônibus de Stuttgart também têm a tabela com o horário em que o ônibus passará. Faltavam 3min. Esperei. Esperei. Esperei. Esperei.
Esperei.
Bom, você chega na Alemanha, que é conhecida cultural e mundialmente por seu neurótico sistema de horários, é sua primeira vez no país. O que você faz? Acha estranho, lógico!
O casal chinês que estava no ponto de ônibus tentou me falar alguma coisa, apontaram a tabela para o 70 e o 78 (acho) e disseram "Não" com o dedo indicador. Mas foi tudo muito rápido, eu não entendi. Eles estavam entre tentar me falar alguma coisa e tentar embarcar no 212 (vindo no sentido contrário). É claro que eles escolheram embarcar.
O outro sujeito no ponto de ônibus que esperava o 70 junto comigo e com o casal chinês desistiu. Em 3 segundos ele sumiu. Não consegui perguntar nada para ele e no fim estava eu sozinho no ponto, no "Enden der Welt" - fim do mundo! - de Stuttgart! Coloquei minha mochila nas costas, peguei minha mochila de mão e andei até o "Plieningen Post". Esperei o 212 de novo. Detalhe que este ônibus só passava de 40 em 40 minutos!
Este era um ponto mais movimentado, parecia o "centro" da região. Tanto que tinham mais pessoas e segundo as plaquinhas no ponto, tinha mais umas 3 linhas passando ali.
Comecei a observar que as pessoas estavam começando a ficar impacientes, olhando no relógio, olhando na tabela de horários. Algo de errado acontecia.
O 212 chegou, eu embarquei. O senhor que estava do meu lado, vestido com traje social, simulou um embarque e pediu informação ao motorista. Tudo que consegui entender da conversa foi: "Siebzig? Heute nicht!" (Setenta? Hoje não!).
Tive um momento "Aha!" e até fiquei feliz por estar voltando para o aeroporto (e não ter continuado parado lá no ponto esperando o 70). Por que não tinha setenta? Será que era feriado? Será que aquele ônibus não operava exclusivamente no dia 22? Enfim, eu tinha mais com o que me preocupar, afinal, ainda eram 11h e eu tinha que esperar até 16:30h para pegar minha carona.
Cheguei novamente no aeroporto e dessa vez o problema era entender o sistema de transporte Metrô-Trem-ônibus.
Fui até a máquina, como todo nerd (e com um menu em inglês) somente pela intuição eu cheguei
no menu para escolher a origem (Flughafen - aeroporto) e destino (Estaçã Vaihingen).
Eu ainda tinha 5 horas, mas resolvi ir até o local para saber como era, se eu ia precisar de 30 minutos só para atravessar a estação, ou se o lugar é um caos, essas coisas.
Acabou que gastei 20min para ir do Aeroporto ao ponto exato que eu deveria encontrar o cidadão que ia me dar a carona. "Que cidadão?" - pensa você. Eu também não conheço! :) Na Alemanha existe um sistema de caronas online: você vai no site e coloca de onde e para onde você está indo, quantos lugares existem sobrando no carro, etc.. e as pessoas procuram no site, entram em contato e marcam o lugar pra pegar a carona. E funciona. Bom, pelo menos foi o que me disseram. Mitfahrgelegenheit.de é o website (Mitfahrgelegenheit significa "Carona", em alemão).
Okay, então eu ainda tinha mais de 4h para fazer nada. Decidi dar um rolê pelo centro de Stuttgart. Não quis gastar muito tempo (e dinheiro!) por que eu sabia que na segunda-feira eu ia voltar para Stuttgart e queria fazer um city-tour, ou seja, não queria estragar a surpresa. No caminho para a estação central pedi informação a um rapaz que estava sentado na minha frente. Conversa vai conversa vem, comentei que tinha planos de ir na torre de TV mas que não deu certo por causa do ônibus. Aí ele comentou que o transporte público em Stuttgart estava EM GREVE! "É brincadeira com a minha cara, só pode! haha" pensei baixo! Ponte que partiu!
Enfim, continuei, dei uma volta ao redor da estação central de trem e voltei ao ponto de encontro da carona. Fiquei zanzando pela estação, para passar o tempo.
Fato engraçado neste momento: estava eu "brincando" na máquina de ticket (brincando por que eu queria saber "quanto custava" ir de vários pontos da Europa para outros vários pontos da Europa, então eu ficava vendo na máquina haha) e uma mulher se aproxima. Ela dizia algo como "Sonnstag" (Domingo) mas eu não entendia nada além de Sonnstag! Daí eu falei: "English?" e ela "No!"; "Spanish?", ela balança a cabeça com um sinal negativo. Pronto, ferrou. Portugues que não ia falar, né! Mas eu tentei: "Portuguese?" e ela: "Sim!!!!!".
Ahhhh não é possível! Eu comecei com Alemão e fui parar em Português!
Enfim, no final das contas começamos a conversar, ela se chama Ana Paula, brasileira, e mora na Alemanha há um pouco mais de 2 anos. É casada com um alemão. Ela estava alí esperando o marido dela. Conversamos cerca de 40 minutos, trocamos nomes, ela me convidou para ir jantar na casa dela quando eu voltasse. Minutos depois, quando pensei que ela já estaria em casa, aparece ela e o marido dela. Ela o trouxe para me apresentar. Casal muito simpático!! E ele até falava português! haha Foi engraçado.
Minutos depois (era umas 16:15h), fui para o ponto exato onde a carona me buscaria. Esperei. Esperei. Esperei. Quando deu 17:30h eu estressei! Como assim!
Fui para máquina de tickets, me aventurei para tentar entender qual trem eu deveria pegar e depois de perder quase 20 minutos tentando adivinhar QUAL tipo eu deveria pegar, com preços variando entre 44 e 22 euros, tomei a decisão mais coerente: comprei o mais barato! haha
Eu já sabia que eu não essas siglas de trem, até aqui na Eslováquia eu apanho para usar isso!
Para se ter uma idéia do que estou falando, na Alemanha os trens (e suas siglas) são:
  • ICE (InterCityExpress)
  • TGV (do francês "train à grande vitesse" - high-speed train)
  • IC/EC (Intercity/Eurocity)
  • IR (Interregio)
  • IRE (InterregioExpress)
  • RE (Regional-Express)
  • RB (Regional-Bahn)
Fonte: DB.de
Os dois primeiros são muito rápidos, e, consequentemente, caros.
No final das contas eu acabei comprando um IC/EC.
Como nem tudo são flores, sai de Stuttgart às 19:01h com previsão de chegada às 19:53h. É claro que a Carol queria me matar, principalmente por que meu celular estava morto e eu não achei ela em casa até 18:55h (por que ela ia sair do trabalho e ir direto para estação me pegar).
Cheguei, liguei para casa dela e me avisaram para ficar lá esperando ela que ela apareceria.
Enfim, após 5 minutos ela apareceu! :)
Esperamos dar 22h pois o Patrick chegaria neste horário. E chegou, sem atrasos. De lá fomos para um pub, comer. Lá eu experimentei cerveja com sprite! É até bom, melhor do que cerveja pura ;P





Sábado: Sightseeing in Karlsruhe

Só este dia já valia a viagem toda! De manhã saiu AQUELE sol de país tropical, a cidade toda estava nas ruas, até sorveteria abriu! Estava em torno de 18 graus (calor!!!!!!). Todos dizem que este inverno é um inverno atípico, nunca se fez tanto calor nesta época do ano...
O plano para sábado era fazer uma macarronada no almoço, sair para conhecer a cidade e à noite ir para uma pré na casa da brasileirada - sim, tem uma comunidade imensa de brasileiros naquela cidade, IM-PRES-SIO-NAN-TE! - e depois ir para balada (Eu, Carol, Patrick, um indiano conhecido da Carol e a Morgana).
Fatos curiosos da cidade de Karlsruhe é que a cidade não é muito grande, mas tem bastante serviço. O planejamento da cidade de Karlsruhe é interessante. No centro estaria o castelo e as ruas se erradiariam a partir dele. Foto abaixo:

Nós passamos a maior parte do tempo no centro, depois fomos à região do castelo.
Quando próximo das 5h fomos para uma torre, chamada Turmberg (Torre do morro/montanha). Quase morremos pra subir a escadaria toda! Mas valeu a pena....
Lá para umas 21h a gente foi para casa dos brazucas. Nada demais: vinho, cerveja, queijo e pães. Tinha mais de 10 pessoas naquela casa, porém somente alguns animaram para ir para balada, visto um grupo de pessoas tinha ido esquiar e estavam quebrados. No dia seguinte ainda tinha Heidelberg ;)



Domingo: Sightseeing em Heiderberg

Heidelberg é uma cidade a aprox. 1h de Karlsruhe, muito perto.
Compramos o ticket de grupo (27 euros, para 5 pessoas, incluindo ida e volta, exatos 5.4 euros por pessoa). É bom ficar esperto com essas coisas, quando for viajar em grupo, compensa mais...
Eram duas levas: os que ficaram e os que foram na balada (bem sugestivo! haha).
O combinado era pegarmos o trem na estação central (Hauptbanhof) às 10h, porém o senhor atrasadinho aqui atrasou o grupo todo e perdemos o trem por 1 minuto.

Heidelberg é conhecida, entre os alemães, por sua beleza. Dizem ser uma das mais belas cidades da Alemanha (difícil é saber quais critérios estão usando aqui!). Eu posso dizer que a cidade é muito bonita sim, mas assim como quase todas as cidades da Europa: muitos castelos, muitas igrejas, muita história. Aparentemente o que diferencia Heidelberg é o acesso a uma vista estonteante ao seu vale que se forma ao longo do rio Neckar.

Chegamos era em torno de 12h e já chegamos comendo: pão, queijo, presunto/salame e coca-cola! Viagem de estudante low budget é isso aí! haha

O tour incluiu os pontos clássicos da cidade: Das Heidelberger Schloss (O Castelo de Heidelberg), os jardins reais, o Grande Barril (das Große Fass), Heiliggeistkirche (Igreja do Espírito Santo), construções históricas do centro, Der Philosophenweg (O caminho dos filósofos). Tudo isso com muita batata da perna!!! :)

Em relação ao tempo, domingo foi melhor que sábado: muito sol!!!!
Acabamos o dia na beira do Neckar, junto com centenas de outras pessoas que aproveitaram o solzão para fazer um exercício, jogar frisbees, passear com o cachorro, namorar ou simplesmente dar um sorrisão!

Fiquem com as fotos..


Segunda-feira: mais sightseeing em Karlsruhe e chegada em Stuttgart

Patrick e eu (só nós dois por que a Carol teve que ir para o trabalho!) acordamos umas 11h e fomos andar em Karlsruhe, sem rumo.
Pegamos uma rua no centro da cidade e fomos descobrir o que Karlsruhe escondia dentro das ruelas e bairros mais "afastados".
Muita tranqüilidade e um clima de interior foi o sentimento que eu tive.
Paramos em uma floricultura para comprar tulipas e deixar de presente para Carol. Infelizmente eu não a veria mais, pois sairia de Karlsruhe para Stuttgart às 17:15h e ela só chegaria do trabalho às 18:30h.
Patrick me arrastou para um supermecado (um mini-mercado, na verdade), experimentei "Ayran", uma bebida turca, uma espécie de um iogurte com água e sal. Não é ruim, mas ainda bem que o Patrick me avisou antes de eu beber que era salgado, por que eu ia quebrar a cara na expectativa, com certeza! Comprei a camiseta do KSC (Karlsruhe Sport Club) para o Wellison, depois paramos num Kebap para comer algo bem junk food turco!
Patrick e eu comemos um Lahmacun, e como meu alemão não é aquela beleza, o Patrick que fez o pedido. Era apimentado, não insuportável, estava bom. Depois o Patrick disse que ele pediu o meu "com pouca pimenta" e o que dele estava "normal"! Nem imagino!!! haha






Às 17:19 eu fui para Stuttgart. Como escrevi aqui, fui surfar no colchão do Corrá.
Ele combinou de me pegar na estação de trem, às 18:40h. Às 18:40h ele estava lá.
O Conrado é Engenheiro Mecânico na Mercedes, mas trabalhava na Daymler-Mercedes - POR ISSO ele dirigia um PT Cruyser (preto)!
Tem 35 anos, é solteiro e é muito jovem! Sempre rindo, conversando, descontraído..
Chegamos na casa dele (um ap., na verdade) não muito mais que 19h. Ele me apresentou a casa: uma sala de TV, uma biblioteca-bar-sala de jogos, uma cozinha, dois quartos e dois banheiros. Tudo distribuído em dois andares. Lugar muito aconchegante!
Bebemos duas cervejas (sim, como disse, ando experimentando cervejas por aqui). Rothaus, cerveja da região da Floresta Negra (Schwarzwald) - onde o Marcelo está morando.
Logo depois fomos para casa de dois amigos dele, dois espanhóis. Jantamos frango, batatas, legumes e um molho Roquefort. Estava muuuuuito bom!!! ;)
Depois do jantar, fomos embora.
Ao chegar em casa o Conrado me deu uma dica de rota turística de um dia em Stuttgart: ir para o centro da cidade, passar umas 2h por lá e depois passar umas 4h pelo Museu da Mercedes. Sim, 4h dentro de um museu :)
Já que o host sugeriu, vamos seguir... ;P

Terça-feira: sightseeing em Stuttgart e Museu da Mercedes Benz

Acordei era 9:30. Na verdade era 8:30, mas minha cabeça doía e eu senti que uma gripe estava por vir. Também pudera, andei igual camelo no sábado e domingo, no sol, gripe era o de menos.
Tudo que eu queria era ficar na cama, dormindo, até melhorar. O Conrado já tinha saído para trabalhar (às 7:30h) e voltaria só às 18h.
Era meu primeiro (e único!) dia em Stuttgart, isso significava que eu não podia fazer corpo mole, então levantei, tomei um banho e fui para o centro da cidade.
Stuttgart é linda. Tem cara de cidade, tem feeling de cidade grande e ao mesmo tempo é organizada como cidade pequena. O centro é recheado de prédios e construções antigas, com misturas de vários tipos de arquitetura. De um lado o castelo antigo, com uma arquitetura Barroca (beeeeeem cara de gordinho!) e do outro o Königbau, imponente num estilo clássico (Greco-romano). Aliás, classicismo é minha praia, eu realmente viajo quando vejo um prédio com arquitetura clássica.. mas enfim.
Comi um pizza sentado na escadaria do Königbau, fiquei observando o pessoal andando para lá e para cá na Schlossplatz e rumei para o museu da Mercedes.
Se tivesse um verbo para descrever isto tudo eu usuaria "andar". Andei igual burro de carga!!!
Nas fotos abaixo veja o centro de Stuttgart + região próxima ao museu (Daimler Stadión).





O Museu da Mercedes Benz é simplesmente fantástico.
Stuttgart é a cidade mãe da Mercedes-Benz e é onde se localiza o headquarter da Daimler AG.
O prédio foi construído em 2006, tem uma arquitetura moderna de cair o queixo.
Para estudantes a entrada custa 4 euros, em torno de 10R$.
Na recepção você ganha um navegador (um PDA com dispositivo wireless - bluetooh/RdA/etc), fones de ouvido e um cordão personalizado da Mercedes-Benz (este último fica para você, de brinde).
São 5 andares (se eu contei direito...), todos contando um pedação da história.
"História de carros ou história da civilização?". Os dois.
No começo você conhece quem foram Karl Benz, Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach, passa pelas maiores descobertas dessas três personalidades e em paralelo há histórias, em contexto (como a Primeira Guerra Mundial, Guerra Fria, etc..).
É a história do mundo como conhecemos com foco no desenvolvimento automobilístico.

Curiosidade: Você sabia por que o símbolo da Mercedes-Benz é uma estrela com 3 pontas?
É dito que as três pontas simbolizam a habilidade dos motores para o "céu, água e terra".

Você vê de tudo, desde o inventor da gasolina (benzin), até quando a Mercedes-Benz tornou-se líder na preocupação com a segurança automobilística - e hoje uma referência neste quesito.

A verdade mesmo é que você sai do museu com vontade de comprar um Mercedes-Benz! haha

Ah! Eu digo que 4h foi o suficiente, com um pouquinho de pressa, pois eu queria ouvir todos os áudios e ver todos os vídeos disponíveis haha valeu (demais) a pena..



Cheguei em casa às 18h, o Conrado chegou logo em seguida.
Ele tinha uma lasanha pré-pronta: esquentou e jantamos.
Ficamos batendo um papo até 22h, pois eu tinha que acordar cedo para pegar meu avião...

Quarta-feira

Acordei cedo, o Conrado tinha acordado já, pois ele sai cedo para trabalhar também...
Eu me despedi, agradeci a hospitalidade e fui para o aeroporto.
Ao contrário da ida, a volta foi tranqüila. Cheguei em Viena às 10h, como programado, peguei ônibus para Bratislava às 11:45h e cheguei em Bratislava por volta das 13h.



Weee :)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Wi-fi Zone

Não tenho nem palavras.
Cheguei de Nitra era tarde da noite, umas 23:30, aproximei-me do elevador e lá estava o adesivo pregado na parede.
Não acreditei. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, aqui vai:


Tem wi-fi no dormitório agora!!! :D


Choques culturais. Isso significa que eu em alguns momentos da minha estadia em Bratislava/Eslováquia/Europa, eu me senti numa situação nova ou diferente da acostumada no Brasil. Algumas delas são normais e você encontrará sempre que pisar aqui, outras são só diferenças que ocorreram algumas vezes, não em geral...
Mesmo tendo a palara "choque", não significa que o que vem adiante são coisas ruins, nem mesmo grandiosas. Pelo contrário, muitas delas, são choques positivos e outros foram só insights.


  1. Colocar moedas em carrinhos de supermercado e de aeroporto e retorná-los após o uso;
  2. Ter um chuveiro móvel e não um chuveiro pendurado na parede = tomar banho com uma mão só!
  3. Ter o toilet separado do bathroom, significa que você não toma banho no mesmo lugar em que você #%#$...
  4. No transporte público, ter que entrar pela porta de trás e marcar o seu próprio ticket;
  5. No transporte público, a inexistência de cobrador;
  6. No transporte público, ter uma tabela de horários com exato momento em que o ônibus passa em cada ponto de ônibus;
  7. Comer batatas como se fosse arroz;
  8. Comprar água gaseificada ao invés de natural - e ter que achar 1 marca sem gás entre 999 marcas com gás;
  9. Numa lanchonete, fazer o pedido, pagar e não precisar pegar recibo para retirar o seu pedido 5 minutos depois;
  10. Num pub/bar, se acompanhado de algumas pessoas (5, 6 pessoas), todos fazerem o pedido ao mesmo tempo;
  11. Pagar por sacolas plásticas no supermercado ou quando não carregar as coisas na mão (por que eu não carregava uma sacola comigo e nem queria comprar sacolas hahaha);
  12. Ver pessoas carregando pequenas compras de supermercado nas mãos;
  13. Andar em elevador sem porta interna;
  14. Estar batendo um papo com alguém e de repente o cidadão assoa o nariz em alto e bom som. E parece que nada aconteceu.
  15. Sempre que visitando alguém, ser bombardeado por ofertas: deseja beber algo? Chá? Vinho? Cerveja? Vodka? Água?
  16. Jogar papel higiênico na privada (p.s: e depois disso, agora eu não me conformo em acumular papel higiênico usado em um cesto haha)
  17. Correr atrás do sol = se o dia for ensolarado, correr para o parque, piscina pública ou lago para tostar!;
  18. Após o almoço, fazer exercícios leves (como andar ou subir 4 andares pela escada) e argumentar que faz bem para digestão (hey, no Brasil a gente come e depois dorme!);
  19. Bancos abertos ao público até às 21h, de segunda a domingo!!!!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

CouchSurfing - Capítulo 1

Jovens adoram viajar, isso é um fato. Se for estudante, o orçamento é menor e a viagem é quase sempre a mesma coisa: não importa o hotel, pode ser até um sofá na casa de um amigo por umas 3 ou 4 noites, o que importa é se divertir, conhecer lugares, pessoas e expandir horizontes.
O tempo passa, você envelhece um pouco, sai da universidade mas para algumas pessoas este espírito continua.
Quando não é um amigo, é amigo de um amigo, ou alguém que seu pais conhecem, ou amigo de um amigo de um amigo que seu outro amigo conhece e no final das contas você acaba na casa de um estranho (os famosos conhecidos, na cultura brasileira). O que importa é ter um teto para dormir, compartilhar pensamentos e opiniões, ampliar seu networking, visitar novas cidades, sendo no seu país ou não.
E tem também aqueles (eu!) que adoram receber visitas e não se importam com amigos de amigos de amigos na sua casa por um final de semana ou alguns dias.
Agora imagine isso tudo online, numa comunidade onde as pessoas se comunicam e podem referenciar pessoas, deixar referências de como foi sua experiência quando ficou na casa de fulano ou até mesmo referenciar e deixar depoimentos sobre alguém que hospedou. Pessoas com a mesma idéia de compartilhar e tornar o mundo um lugar mais livre e culturalmente mais flexível, onde o que importa é
compartilhar pensamentos, momentos e entender mais da cultura alheia e, claro, oferecer um teto :)
Esta é a idéia do CouchSurfing.com (Couch - sofá, surfing - surfando), uma comunidade online onde isso tudo e muito mais pode ser concretizado.

Eu, particularmente, acho a idéia fantástica. O site oferece algumas ferramentas de segurança, baseado em níveis de confiança. A base da verificação de confiança é a veracidade do endereço da pessoa. Com base em um pagamento (algo irrisório se comparado com os benefícios que você terá), no Brasil cerca de 20R$, você recebe uma carta no endereço registrado no site e com um código nesta carta você termina seu processo de registro. Pronto, você tem o nível mais alto de verificação.
Para complementar isto, você pode ser referenciado por outros membros da comunidade, podendo tanto ser pessoas que você conhece pessoalmente até pessoas que você hospedou ou foi hospedado. Sem comentar de depoimentos que você pode escrever, algo mais pessoal, deixando detalhes de como você conheceu a pessoa e quais foram as experiências que você teve com ela. Algo positivo é sempre bem-vindo, claro, mas existem alguns comentários negativos também (aí vai de você confiar na pessoa que foi "negativada").
Também andei sondando com alguns amigos como é a experiência e confiança no sistema, alguns deles me disseram que é algo realmente impressionante, tendo usado (e surfado) por mais de um ano.
Leia mais sobre o CouchSurfing aqui.

Segunda-feira eu estou indo para Stuttgart, ficarei no "sofá" da casa do Corrá, um Engenheiro Mecânico de 35 anos (viciado em carros).
Neste momento você, brasileiro perseguido pela insegurança, deve estar me chamando de LOUCO e lunático haha mas isso é muito comum na Europa, espero que possa ser no Brasil também.
Na página do Corrá pode-se ver que ele já hospedou dezenas de pessoas, entre elas um brasileiro. Eu entrei em contato com este brasileiro, ele disse que o cara é gente boa, tranquilo e hospitaleiro, como quase todo membro do CouchSurfing.
Era o que eu já esperava..

Quita-feira da semana que vem eu chego e termino este capítulo, darei mais detalhes...

Fiquem com algumas fotos de Nitra, onde tenho passado meus últimos dois dias (muito bons, por sinal!) com AIESECers.

Até mais e CouchSurfing por um mundo melhor!!!







segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Spare time...

Hoje vou para Nitra, uma cidade a 1:30h de ônibus de Bratislava.
Isso faz parte da nova responsabilidade que eu peguei: MC CEED em Projetos.
MC significa escritório nacional. CEED significa, na AIESEC, um intercâmbio interno para algum membro ensinar ou aprender sobre determinado assunto em outro escritório (seja no mesmo país ou até mesmo em outro país). Geralmente é usado estrategicamente pelos escritórios para intercâmbio de informação e reciclagem de conhecimento. Por causa deste CEED eu também vou mudar do lugar onde moro para um flat (apartamento) onde moram os outros integrantes do MC. Todos moram e dividem o apartamento, atualmente, em 6 pessoas. Todos são eslovacos, com excessão de uma garota da Romênia. Minha mudança esta prevista para até dia 29/02 (data limite para eu entregar o dormitório).

Volta de Nitra na quarta-feira à noite, quinta-feira eu arrumo minhas coisas e na sexta eu vou visitar a Carol (trabalhou comigo em Itajubá por alguns meses em 2007 como Vice-Presidente de Finanças). Ela está fazendo intercâmbio pela AIESEC em Karlsruhe, na Alemanha. Finalmente vou conhecer, como diz o Marcelo: "a terra da batata, da cerveja e das mulheres de peito grande e zero de bunda"!
Volto dia 27/02, então não esperem muitas escritas até lá ;))

Ah! Sexta-feira eu fui ver o estado do meu visto e as notícias são promissoras: meus papéis já foram processados, não foi identificado nenhuma pendência e só esperam agora pela assinatura do chefão da polícia. Deram prazo de 10 dias, então quando eu chegar da Alemanha eu volto lá :)

Até mais...