sábado, 19 de junho de 2010
Canudinho extensor?
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Copa do Mundo na Eslováquia
Latino tem lá suas (muitas) diferenças, mas a maior delas é a forma de se expressar emoções. Muitos já estão carecas de saber que gesticulamos a lot se comparado eslovos, mas não é só isso.
Esta semana a Eslováquia estreou na Copa (a primeira vez que a Eslováquia vai para a Copa - não confundir com Checoslováquia. Vale ressaltar que o estado soberano só existe há 17 anos) e foi.... como um dia qualquer.
Sim. Um dia qualquer.
Não teve fogos de artifício; não teve ponto facultativo; ninguém foi dispensado do trabalho - e o país não parou por causa da Copa.
E não é por que a Eslováquia não é o país do futebol - eles jogaram este ano na Copa do Mundo de Hóquei no Gelo na Alemanha, um esporte muito famoso nacionalmente, e nem por isso o país parou. A questão aqui é pura e claramente a mentalidade: a cultura.
Mas isso não quer dizer que ninguém aqui gosta de futebol: pelo contrário. Futebol é um esporte popular - por exemplo, meu chefe e meu supervisor foram jogadores profissionais de futebol (pensa: os caras tinham faculdade, conhecimento técnico em computação E jogavam futebol profissionalmente).
E também não quer dizer que ninguém assista aos jogos: com tanta tecnologia em campo, fica dificil não ver: existem muitos sites nacionais transmitindo o jogos online bem como antenas de TV USB :)
Também diferente do Brasil, nem tudo fica "verde e amarelo" (aqui, azul-vermelho-branco) - esqueça as bandeirinhas pelas ruas. Obviamente que a indústria/comércio aproveitam a deixa para fazer promoções temática - afinal, não é todo ano que se pode usar Junho/Julho para fazer marketing nacionalista.
Eu nunca fui fã de futebol - novidade! - mas aqui eu sinto o oposto: existe uma necessidade de saber o que acontece. Por ter nascido e morado no Brasil por 22 anos é praticamente impossível você se fazer de alienado quando o assunto é copa do mundo. No Brasil, eu não precisava assistir aos jogos ou olhar o placar na internet: bastava ora contar a chuva de fogos de artíficio e ora contar o número de murmuros. 2 murmuros e 4 chuvas de fogos: Brasil 4 x 2
Este meu colega de trabalho obviamente torce para Eslováquia (ele é eslovaco) mas ele confessou que que corre para casa mesmo é para ver o jogo da Seleção Brasileira. Um show, como diz ele.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Serviço ao consumidor
Lembro-me muito bem de quando cheguei pela primeira vez por estas bandas e um dos choques que tive foi com a qualidade dos serviço, principalmente em bares e restaurantes. domingo, 28 de junho de 2009
Spas/Balneários da Hungria

quarta-feira, 24 de junho de 2009
Limão na Eslováquia: Produce of Brazil

sábado, 23 de agosto de 2008
Chegada
Aí no no saguão de desembarque estava aquela maratona de jornalistas - só pra tumultuar mais e deixar minhas 19 horas de pós-viagem mais agradáveis.
A viagem foi tranquila e sem atrasos: Viena - Londres em 2h. Seis horas de espera no aeroporto de Londres (Heathrow) e 10:50min de Londres à São Paulo. Nada de bizarro aconteceu (e isto me assusta, né?).
Aí fui pego no Aeroporto Internacional de Guarulhos pelo Rodolfo (e outros amigos dele) e seguimos direto para minha casa nova, em São Bernardo do Campo.
Algumas diferenças começaram a aparecer - como, por exemplo, um "ar de má educação" que parece se ter por aqui. É que eu estava mal acostumado a receber "bom dia", "até mais" ou "até logo" em qualquer lugar (após compra, após saída de uma sala, elevador, etc..). Aqui não: você compra e no máximo o que recebe é um "próximo!". Estranho. Welcome to São Paulo?
Entrei e não tirei os sapatos pra chegar até meu quarto, bem como usei o toilet e acumulei o papel usado no cesto (que, confesso, ainda acho bem nojento - querendo ou não, jogar na privada é bem mais higiênico, você há de concordar).
A temperatura por aqui também não está tão agradável - 17 graus Celsius, contra os quase 35 que fazia na Eslováquia.
E o futuro deste blog? Bom, inevitavelmente ele vai ser fechado mas por enquanto eu continuo a escrever sobre as primeiras impressões. Até que tudo volte ao "normal".
Agora é esperar e se adaptar.
Welcome to Brazil.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Choques Culturais
Mesmo tendo a palara "choque", não significa que o que vem adiante são coisas ruins, nem mesmo grandiosas. Pelo contrário, muitas delas, são choques positivos e outros foram só insights.
1. Colocar moedas em carrinhos de supermercado e de aeroporto e retorná-los após o uso;
2. Ter um chuveiro móvel e não um chuveiro pendurado na parede = tomar banho com uma mão só!
3. Ter o toilet separado do bathroom, significa que você não toma banho no mesmo lugar em que você #%#$...
4. No transporte público, ter que entrar pela porta de trás e marcar o seu próprio ticket;
5. No transporte público, a inexistência de cobrador;
6. No transporte público, ter uma tabela de horários com exato momento em que o ônibus passa em cada ponto de ônibus;
7. Comer batatas como se fosse arroz;
8. Comprar água gaseificada ao invés de natural - e ter que achar 1 marca sem gás entre 999 marcas com gás;
9. Numa lanchonete, fazer o pedido, pagar e não precisar mostrar recibo na hora de retirar o seu pedido;
10. Num pub/bar, se acompanhado de algumas pessoas (5, 6 pessoas), todos fazerem o pedido ao mesmo tempo (bebida e comida);
11. Pagar por sacolas plásticas no supermercado ou, quando não, carregar as coisas na mão (por que eu não carregava uma sacola comigo e nem queria comprar sacolas hahaha);
12. Ver pessoas carregando pequenas compras de supermercado nas mãos;
13. Andar em elevador sem porta interna;
14. Estar batendo um papo com alguém e de repente o cidadão assoar o nariz em alto e bom som. E parece que nada aconteceu.
15. Sempre que visitando alguém, ser bombardeado por ofertas: deseja beber algo? Chá? Vinho? Cerveja? Vodka? Água?
16. Jogar papel higiênico na privada (p.s: e depois disso, agora eu não me conformo em acumular papel higiênico usado em um cesto haha)
17. Correr atrás do sol = se o dia for ensolarado, correr para o parque, piscina pública ou lago para tostar!;
18. Após o almoço, fazer exercícios leves (como andar ou subir 4 andares pela escada) e argumentar que faz bem para digestão (hey, no Brasil a gente come e depois dorme!);
19. Bancos abertos ao público até às 21h, de segunda a domingo!!!!
Este post foi escrito há 5 meses atrás, quando estas coisas ainda eram diferentes. Hoje, já nem me lembrava mais que existiam. Acostumei-me.
E agora, que venham os choques culturais no Brasil! :)
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
E o verão na Europa?

Olha, se tem uma coisa que eu não me acostumei ainda é com a euforia do europeus pelo verão.
É mais do que entendível que se eles só se têm este sol e um calor de 35ºC por apenas 3 meses num ano: é claro que eles vão aproveitar demais. Mas, mesmo assim, eu não dou conta não.
É festa em tudo quanto é canto, sãs as praças do centro sempre fervendo de turistas, as dezenas de festivais de diversos tipos (jazz, rock, música clássica), prais artificais, piscinas públicas, pistas de patins, bicicletas, passeio com o cachorro, pequinique no parque, vôlei de praia (nas margens dos rios), enfim, tudo que é móvel e legal sai para as ruas.
E seus amigos também. E é neste ponto que a coisa pega: sair.
Final de semana para mim é para descansar e fazer uma atividade light: ir ao cinema, visitar um shopping, comer aquela comida (e depois dar uma dormida preguiçosa sem preocupação), caminhar despreocupado. Mas aqui não: se o sol estiver lá fora, pode esperar, seu domingo preguiçoso pode virar um inferno de 100 atividades sem nenhum tempo para respirar.
É claro que isto varia de pessoa para pessoa mas em geral, se o sol estiver raiando lá fora e você estiver dentro de casa, é como se estivesse em uma prisão.
E eu também não me acostumei com ir a piscinas públicas ou lago e ficar lá fritando, por 3h, exposto ao sol. CREDO!
quinta-feira, 24 de julho de 2008
3E: Eslováquia, Europa e Euro
As moedas do Euro têm um lado comum para todos os países e um outro lado "nacional", desenhado pelas autoridades locais de cada país-membro.Estar na União Européia não necessariamente significa usar euro (€) e muito menos ter trânsito livre entre os países da união.
Tudo depende muito das realidades socio-ecônomicas dos países membros, embora algumas decisões caibam à cúpula maior.
Por exemplo, Romênia, Eslováquia, Inglaterra e Alemanha fazem parte da União Européia mas:
- Romênia não faz parte do acordo de livre trânsito para pessoas (parte do Acordo de Schengen) e nem possui o Euro como moeda oficial;
- Eslováquia faz parte do acordo de livre trânsito para pessoas mas ainda não possui Euro como moeda oficial;
- Alemanha faz parte do acordo de livre trânsito para pessoas e tem o Euro como moeda oficial;
- Inglaterra não faz parte do acordo de livre trânsito para pessoas (somente cooperações para ações policiais e judiciais) e nem possui o Euro como moeda oficial;
A Inglaterra, por outro lado, não adotou o Euro por que possui uma moeda mais forte (a libra esterlina) - que até hoje é mais valorizada que o Euro, embora ultimamente em desvalorização. (Sem contar o ufanismo inglês com seus símbolos nacionais, mas isso a gente deixa para lá).
Para que um país possa fazer parte deste acordo ou tenha o euro como moeda oficial é preciso que ele atinja alguns critérios estabelecidos pelo Conselho Geral, envolvendo, aí, principalmente, índices sócio-ecônomicos (inflação, desemprego, etc..).
No finalzinho de 2007 (um dia depois que eu cheguei a estas terras, dia 21/12) a Eslováquia entrou no acordo de Schengen - e, por isso, graças a Oxum, eu não sei o que é ser barrado em fronteiras. E nem imagino como era ter que enfrentar uma burocracia danada para ir "alí" visitar a capital austríaca - candidatar-se para visto de turista, esperar o visto ser expedido e AQUELE inferno consular. Argh!
Bom, agora é a hora do Euro para a Eslováquia.
Em Junho a Eslováquia recebeu o sinal verde dos Ministros da União Européia para entrar na Zona do Euro (Eurozone). Diziam, basicamente, que a Eslováquia andava em bons eixos, apresentara os índices econômicos requeridos e que atingiria a meta proposta.
p.s: a prima-irmã República Tcheca não está na Zona do Euro e a previsão para adoção é mais tardia - 2012. Até lá quem comanda é a Coroa Tcheca (CZK).
Antes, quando cheguei com euros aqui, não era difícil trocá-los por Coroas Eslovacas: tem uma casinha de câmbio a cada esquina - em Dez/07, 1 Euro era aprox. 33 SKK (Coroas Eslovacas).
Era até comum comprar coisas em grandes supermercados com euro e receber o troco em Coroas (pois a moeda oficial do país ainda é a Coroa). Tinha uma plaquinha na entrada do estabelecimento, caso ele aceitasse euros, informando a cotação usada.
Eu até usava este artifício no TESCO - uma rede inglesa de supermercados - alí na porta de casa: ao invés de ir para o centro e gastar mais de 2h para trocar Euros eu ia na esquina e comprava "uma bala". Sem contar que o preço praticado pelo TESCO era, às vezes, melhor do que os das casinhas de câmbio do centro (adicionando no "preço praticado" o inferno que seria ter que andar 1h de ônibus e mais alguns minutos a pé).
Os eslovacos temem que uma grande inflação atinja o país após a adoção da nova moeda, que é muito mais poderosa, e, por isso, uma das medidas impostas pelo governo foi o rigoroso controle dos preços para que não aconteça um boom! e o caos tome conta da economia: definiu-se um valor fixo para conversão de moedas e €1 = 30.126 SKK. E isto não muda, até o final do ano.
(p.s: isso é uma prática comum para conversão, não é exclusividade da Eslováquia)
Todos os estabelecimentos comerciais terão que usar esta taxa e os supermercados já mostram, nas prateleiras, preços em SKK e em euro, para que os consumidores comecem a se acostumar com a coisa. Nos caixas eletrônicos, quando se vai sacar dinheiro, antes apareciam sugestões pré-progamadas de valores, atalhas (por exemplo, 100SKK, 500 SKK, 1000SKK, 2000SKK). Agora elas aparecem em SKK e em Euro (o último sempre entre parêntesis).
Se você não entende uma vírgula de quanto vale uma coroa, vamos lá:
- Primeiro: 1 R$ = 12.23 SKK (coroas) ≈ € 0.40
- 1 Coca de 500ml (é idêntica ao do Brasil, de 600ml, porém é de 500ml) no supermercado, quente, custa: 25 SKK ≈ 2R$ ≈ € 0.82 .
- 1 Pizza congelada, no supermercado, custa 70 SKK ≈ 5.70R$ ≈ € 2.30
- 1 Big Mac, menu, médio, custa 120 SKK ≈ 10R$ ≈ € 4
Agora imagine você como será na Eslováquia, a curto-prazo:
- Comprar um Big Mac = 2 moedas de €2 .
- Uma coca = 1 moeda de €1 .
- Uma pizza congelada no supermercado = 1 moeda de € 2 + 30 cents.
E não é à toa que as piadas já começaram a pipocar, como esta carteira entitulada de "Carteira de Euros para Eslovacos":

Então, se você não está acostumado com o Euro quando viajar para Alemanha, França, Espanha ou Portugal, talvez seja na Eslováquia que você se acostumará (ou odiará para sempre).
Se não sabe do que eu estou falando, então venha para a Eslováquia e prepare-se! :)
No design proposto para as moedas de Euro da Eslováquia foram escolhidos 3 símbolos nacionais: uma montanha da cordilheira High Tatras - o creme de la creme turístico da Eslováquia - para as moedas de € 0.01, € 0.02 e € 0.05; o castelo de Bratislava para moedas de € 0.10, € 0.20 e € 0.50; e o brasão da Eslováquia para as moedas de € 1.00 e € 2.00. (Fonte: Wikipedia)
Confira nas fotos abaixo.
Ahoj!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Da série "Google, salve-me!": Janeiro/2008
- palavras para amiga que está indo para intercambio
- tudo sobre eslovaquia resumido
- comida que cigano come
- dança dos paus do carnaval na eslováquia
Pior que a tradução é próxima disso. Espero que a pessoa que procurava tenha achado. Caso não, links aqui e aqui. Nome: Palicový! /palitsoví/
- eslovaquia homens
- fotos de lugares com neve
- fotos de mulheres da eslováquia
- nomes eslovacos
- pais onde se fala eslovaco
* O eslovaco é reconhecido como língua oficial também na província de Voivodina (que possui 6 línguas oficiais, porém não mais de 3% da população é eslovaca).
A similaridade das línguas tcheca e eslovaca é maior que o português e o espanhol (bem mais!). Ambas são inteligíveis entre si, apesar de possuírem diferenças (às vezes gritantes, como, por exemplo, o nome dos meses). Os eslovacos, em sua maioria, entendem e falam tcheco fluentemente (principalmente por que a Rep. Tcheca tem uma influência forte sobre a Eslováquia em termos de produção cinematográfica, TV e afins. Por exemplo, os filmes que são legendados para o cinema, na Rep. Tcheca, são simplesmente importados para a Eslováquia - e eles são desde pequenos acostumados com o tcheco, por causa disso). O mesmo não vale para os tchecos: muitas vezes as pessoas (principalmente os jovens tchecos) não entendem a língua eslovaca (por não existir contato).
- o que é que quer dizer a bandeira eslovaquia
terça-feira, 20 de maio de 2008
Global Peace Index 2008
É um ranking elaborado desde 2007 que tem como objetivo classificar os países do mundo de acordo com a "paz".
A metodologia leva em consideração 24 critérios, dentre eles:
- Nível de crime violento;
- Número de homicídios;
- Número estimado de mortes em guerras externas;
- Número de guerras lutadas, interna e externamente;
Interessante é que a Islândia é o país "mais pacífico", enquanto a Eslováquia fica em número 20, na frente de países como Brasil (90º) e Estados Unidos da América (97º).
Interessante também é o Brasil na frente dos EUA como país mais pacífico. A segurança interna nos EUA é, sem dúvidas, maior que do Brasil, porém nós não somos uma nação-pentelha-sanguinária-sem-noção.
Mais interessante é que somos a nação mais rica na América Centro-Sul, porém ficamos atrás de Chile, Uruguai, Cuba (!!!) e outros países que temos o preconceito de chamar de "ralé".
E um "viva!" aos índices.
Fontes:
http://www.visionofhumanity.org/gpi/results/rankings/2008/
http://en.wikipedia.org/wiki/Global_Peace_Index
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_Global_da_Paz
terça-feira, 13 de maio de 2008
Ahhhh, vai para a Pindorama!

Slovakia, Eslováquia ou Slovensko?
Germany, Alemanha ou Deutschland?
Latvia, Letônia ou Latvijas?
Quem nunca se perguntou que raios são estes nomes, qual nome é certo, qual nome é errado e so on? Eu não sei se é por que agora, por morar no meio da Europa e conhecer gente de tudo quanto é canto (e tentar achar isso no mapa de vez enquando, em Inglês), eu vivo me perguntando:
"Deveria eu falar Slovensko ou Slovakia? Ou Eslováquia?".
"Estudei geografia por trocentos anos e nunca ouvi falar de Latvia, pelamor! Tô burro?"
Se você nunca se perguntou, dá uma olhada neste mapinha aí do lado.
Foi ontem, depois de alguns minutos de filosofia deitado na cama e olhando para o meu dicionário sobre minha escrivaninha que eu li: slovensko-anglický. Ou, em português, eslovaco-inglês.
O tópico voltou à tona, aí eu tive que pesquisar.
Exônimo é o santo nome. Endônimo é o oposto.
Exônimo "é um nome pelo qual um nome próprio é conhecido em outra língua que não aquela(s) falada(s) nativamente. Em outras palavras, exônimos são nomes estrangeiros para nomes próprios, especialmente para topônimos, ou seja, nomes de lugares geográficos. Por exemplo, os nomes Londres, Moscou e Pequim são exônimos em português respectivamente para as cidades de London, Москва (Moskva) e 北京 (Běijīng), cujos originais estão em inglês, russo e chinês." (fonte: Wikipedia).
Alguns fatos que eu achei curioso:
- "(...) os exônimos seguem a lógica da língua do observador, muitas vezes completamente diferente do idioma nativo do local batizado: por exemplo, a cidade italiana Firenze é chamada de Florença em português, Florence em inglês e Florencia em espanhol, cada uma seguindo um padrão de nomenclatura que "faz mais sentido" em sua língua."
- "(...) um mesmo lugar pode ter versões não-cognatas (ou seja, que derivam de raízes etimológicas diferentes) até em línguas próximas. Por exemplo: os nomes Alemanha (português), Alemania (espanhol), Yr Almaen (galês), Almanya (turco) e Allemagne (francês) são aparentados, enquanto Germany (inglês), Guermaniya (russo, búlgaro) e Germania (italiano) pertencem a outro grupo, que por sua vez contrasta com Nemačka (sérvio), Nemecko (eslovaco) e Németország (húngaro) e ainda Tyskland (dinamarquês, sueco) e Duitsland (holandês), estes cognatos do endônimo alemão Deutschland."
- Em eslovaco, Brasil é grafado "Brazília" e soa exatamente como o nome da capital, Brasília.
_ "Are you from Brazília?", mas como eu não sabia deste pequeno detalhe, isso soou como "Você é de Brasília?"
_ "No, I'm from a city nearby São Paulo." (Sou de uma cidade perto de São Paulo).
É claro que ela ficou com uma cara de borracha. Aí a cidadã retruca.
_ "But isn't São Paulo in Brazília?" (Mas São Paulo não é no Brasil?)
Até cair a ficha foi meia-hora. Culpa dela (lógico!) que não sabe falar Brasil em inglês! hahaha
Eu fui lendo, abrindo links, links e mais links, acabei no site da ONU (Group of Experts on Geographical Names) e também no site do Working Group criado para regulamentar este tópico e tudo mais. Como eu acho que só eu e mais 2 gatos pingados devam estar interessados nisso, sem mais delongas.
Eu achei legal este tópico, principalmente por que ele é inteiramente relacionado com sensibilidade cultural e linguística. Se você analisar bem acabamos por entrar no tópico de tolerância cultural e afins. Imagine você falando com um eslovaco que adora morar na Slovensko?
Ou vai me dizer que você não vai achar estranho se um eslovaco virar para você e falar que está adorando a viagem em Brazília mesmo estando numa praia no nordeste?
Aí enquanto estivermos no nosso querido alfabeto (ou algo próximo disso), eu quero aprender a falar o nome do país na sua forma endônima (nome nativo). Por que chamar Pequim de 北京 e Moscou de Москва, aí não dá. Pelo menos por enquanto. Quem sabe quando eu aprender cirílico?
E viva ao Esperanto!
* p.s: Pindorama, do tupi "terra das palmeiras", é como o Brasil, ou melhor, as terras que hoje formam o Brasil, eram chamadas pelos nativos que alí viviam.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Presente de Páscoa
Foi um diálogo simples, ao acaso, mas animador:
Peter: _ Dio, you can leave, we are finishing at 14h today.
Dio: *cara de espanto*
Dio: _ Dobré! (ok, em eslovaco)
Foi assim que minha semana acabou.
Que venha Plzeň e Praha!
quarta-feira, 19 de março de 2008
A Páscoa na Eslováquia
Na verdade não com as (plural), mas com "a", especificamente uma que acontece na segunda-feira.
Mas antes de chegar na segunda-feira, vamos do começo.
Sendo a Eslováquia um país majoritariamente católico, de certa forma não é de se ficar surpreso com as celebrações e a (exagerada) importância a certas tradições.
O que me estranha é o fato de muitas vezes a parte folclórica é muito relacionada com a natureza: tomar banho em água de nascentes, comer vegetais para se manter saudável, etc. Por um certo ângulo estes pensamentos estão mais pagãos do que católicos. Sincretismo religioso? Pode ser.
É claro também que eu, provavelmente, nem vou ver isso que vou escrever aqui, pois moro na capital e vida urbana e folclore/religião são coisas que raramente co-existem. Sendo assim o que escreverei são celebrações mais vistas no interior, ou de certa forma distorcidamente celebradas nas cidades "grandes", como Bratislava. Mas enfim, vamos lá.
Primeiro existe uma série de nomes para os dias da semana que antecedem a Páscoa: Quinta-feira Verde, "Grande Sexta-feira" ou "Boa Sexta-Feira", "Sábado branco" ou "Sábado da Páscoa", o domingo de Páscoa é chamado de "Grande noite" e a segunfa-feira de Páscoa ou "Grande Noite da Segunda".
Quinta-feira: A quinta-feira é conhecida como o dia da limpeza. As pessoas deveriam tomar banho em água corrente, nos inúmeros riachos que existem no país para se purificarem. O nome "Quinta-feira verde" advém do fato de que neste dia as pessoas deveriam preparar muitas comidas "verdes", muito vegetal, para que tivessem uma vida mais saudável e longa.
Sexta-feira: Segundo as tradições, este seria o dia em que bruxas e magos sairiam. A lenda diz que estas bruxas arruinariam os jardins das casadas, derrubaria árvores e roubaria leite das vacas. [nota: aqui eu vejo que o leite - e seus derivados - é uma coisa muito importante para a cultura: iogurtes, queijos, etc..etc... eu percebi isto quando cheguei. Neste caso, roubar o leite das vacas, para eles, deve ser como arruinar as plantações de arroz e feijão para os brasileiros haha]. Por outro lado, os magos seriam responsáveis por machucar qualquer pessoa que ele encontrasse nas ruas da cidade.
Para evitar tal aparições, este seria um dia para se comer muito alho (deve ser daí que veio a tal da sopa de alho - Garlic Soup). Ah! Não só comer, mas também espalhar alho em alguns lugares, como na entrada dos estábulos.
Sábado: Este dia seria famoso por jogar fora e queimar tudo aquilo que fosse velho e prejudicial. Também conhecido entre eles por "Queimando Judas".
Neste dia, em paralelo com a queimação toda, eles fariam comida para celebrar a ocasião, geralmente cozinhariam porco (guardando a gordura suína para uso posterior - para curar doenças, segundo eles).
Domingo: Na tradição de Páscoa, este dia seria para levar toda comida preparada no dia anterior para igreja, para ser benzida e posteriormente comida, no almoço.
A cerimônia seria parecida com a do natal, incluindo, inclusive muitos cereais.
Segunda-feira: Esta é a parte mais chocante! haha
Não só na Eslováquia mas como também na irmã República Tcheca (e prima Polônia), existe um costume de se jogar água nas mulheres ao amanhecer e "chicotear" as pernas com uma varinha cheia de fitas (pomlázka) ou feita de gravetos.
Motivo? Espantar os males e purificá-las, deixando-as saudáveis para a Primavera. Em troca, as mulheres dão licores (e outros alcoólicos locais, como Borovička), ovos pintados (kraslice) ou até comida.
Lendo mais sobre isto, cheguei a alguns fatos interessantes.
Por exemplo, no interior, as mulheres ficam em casa durante este dia recebendo visitas dos familiares (homens) que vêm para jogar água nelas. Assim como seus maridos e filhos saem para fazer o mesmo com as mulheres da mesma família, ou até mesmo amigos.
A questão da quantidade de água vai da malícia alheia também: há relatos de mulheres que são acordadas por seus maridos com baldes d'água, ou pegas de surpresa na cozinha, por exemplo. O lugar pouco importa. Ao mesmo tempo existem algumas meninas que levam apenas meio copo de água na cara! hahaha!
A coisa é tão séria que algumas mulheres se sentem ofendidas ou tristes quando não recebem uma visita para lhes jogar água! (reparem na cara de felicidade da senhorita de branco, na foto, sendo "chicoteada". Deve ser até engraçado..)
Ah! E são só as mulheres que recebem esta "benção"! [nota2: aí penso eu: seria isto, novamente, o machismo oculto na cultura eslovaca?]
Nos dias de hoje, principalmente em Bratislava, este história de jogar água nas mulheres é quase uma questão diplomática. Por ser a capital do país, as pessoas já não estão conectadas a estas tradições e jogar água na cara de alguém pode, muito provavelmente, soar como ofensa.
O povo que trabalha comigo disse que hoje em dia eles só molham a mão na torneira e espirram gota de água, para simbolizar a situação. Sorte delas.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Uma ová!
Eu lembro quando eu era menor, sentado e assistindo ao jogo feminino de vôlei de países do leste europeu (como Rep. Tcheca). Tudo que não entendia era por que as mulheres pareciam ter nomes iguais.
Hoje fui no site da liga feminina de vôlei da Rep. Tcheca e peguei a lista das atletas:
- Daniela Gönciová
- Vendula Měrková
- Nikol Sajdová
- Veronika Kadlecová
- Andrea Krupniková
- Eva Ryšavá
- Barbora Minářová
- Michaela Fraňková
- Dita Gálíková
- Jana Gogolová
- Michaela Fraňková
- Dita Gálíková
Há algumas semanas, numa "conversa de bar", estavam fazendo uma brincadeira com a Ioana, romena que mora comigo (e que namora um eslovaco cujo sobrenome é Barok), que ela se chamaria "Ioana Baraková". Aí eu interrompi e perguntei que RAIOS era isso! Explicaram-me que quando há união civil entre casais a mulher ganha o sobrenome do marido, acrescido de "-ová" no final. Caso o casal tenha uma filha, ela levará o sobrenome do pai acrescido de "-ová" (ou o sobrenome da mãe, como quiser). Isto só se aplica ao sexo feminino. No caso do casal ter um filho, ele levará o sobrenome do pai, sem acréscimos. Até aí tudo bem! É algo da cultura, etc.. não fazia muito sentido na minha cabeça haha mas tinha matado minha curiosidade, digamos assim.
Observação: Nos veículos de comunicação (jornais e revistas, por exemplo), se eles estiverem falando de uma estrangeira, mesmo não tendo relação ALGUMA com a Eslováquia (ou Rep. Tcheca), por exemplo, Nicole Kidman ou Gisele Bünchen, eles vão colocar o -ová no final. Nicole Kidman vira Nicole Kidmanová e Gisele Bünchen vira Gisele Bünchenová! Audácia! Haha! Muito legal isso..
Eis que hoje estava aqui no trabalho fazendo nada (por que meu chefe está doente e não me mandou o que fazer por email) e lendo o guia sobre a cidade de Praga, lendo nomes de praças e ruas, e de repente eu percebo que uma grande maioria de ruas ou terminava com -ová ou com -ská! Bílkova, Purkyňova, Rathova, Vodičkova, Melantrichova, Jaramírova, Slavojova, Parléřova.
Aí, claro, como reação normal do ser humano, a cabeça começa a tentar fazer relação com o conhecido. Mas não fazia sentido uma rua ser casada com alguém! haha E neste caso não era "-ová" e sim "-ova", sem acento.
"Não sabe? Pesquise! Não achou? Pergunte!". Foi seguindo esta máxima que lá foi eu atrapalhar e perguntar para os colegas trabalho que RAIOS era aquilo.
Conversa vai, conversa bem, disseram-me que o "-ova" para os nomes de rua significava "of" (de/do/da). Rathova era "do Rath" (Rathova Ullice/Ulica, Rua do Rath), Jaramírova era "do Jaramir" (Jaramírova Ullice/Ulica, Rua do Jaramir).
E a voz interior diz: "Ahhhhhh!!!! Entendi!!". Ponto a menos para a ignorância.
Não temporalmente muito distante dali os pontos se conectam, a lógica age e uma dúvida surge: "Será que Nicole Kidmanová significa 'Nicole do Kidman?'"? Bingo!
Somente por uma questão gramatical (não me pergunte qual!) é que uma forma tem acento e a outra não. Quando perguntei se era isso mesmo, eles [os colegas] pararam, pensaram, pensaram e responderam: "É, realmente... pode ser.." hahaha
Querendo eles ou não, isso soa meio pré-histórico e machista para mim.
Enfim, que venham as -ovas ...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Quem mexeu na minha manteiga?
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Sobre supermercados...
1. Comprar saco plástico
2. Embalar minha própria compra
A maioria dos supermercados não fornece a você sacolas plásticas. É muito comum as pessoas saírem do supermercado com as compras na mão. Se você for comprar pouca coisa, um iogurte e um refri, por exemplo, é muito provável que você saia com isso na mão. Como diziam meus pais, "que coisa feia, parecendo moleque de rua" haha.
Eu faço compras no BILLA e no TESCO. O TESCO é o unico supermercado que dá sacolinhas meia-boca, de plástico, tipo essas no Brasil.
Já no BILLA você tem que levar sua sacola, carregar suas coisas na mão ou comprar a sacola deles. Uma sacola custa aprox. R$0.40. A única vantagem de comprar sacolas no BILLA é que você PODE confiar nelas. Na minha última compra eu carreguei 2 sucos de 1L cada, 1L de leite de caixinha, iogurtes, carne (500g), tomate, cebola, mexerica, geléia, pão, pasta dental, sabonete, e mais coisas. Tudo em uma sacola. E ainda saí do supermercado balançando a sacola! hahaha Tente fazer isso aí no Brasil, depois me conte.
Engraçado é que quando você está na fila do caixa só dá as pessoas tirando sacolas de dentro da bolsa, mochila, bolso da calça, é hilário! Agora eu é que tenho que me acostumar a carregar a bendita sacola. Já está na mochila, tomara que eu saia com a mochila da próxima vez, por que senão já era: mais R$ 0.40.
Do ponto de vista ambiental, eles estão mais que certos. Melhor deixar o consumidor se virar e cuidar da sua sacola do que esbanjar sacola para depois jogarmos no lixo. Consciência ambiental :D
Com ou sem sacola, você que é responsável por "empacotar" suas coisas. E o caixa fica bravo se você bobear! Eu sempre bobeio... fico olhando para não sei onde esperando alguém empacotar. No final a gente solta um "sorry" e tudo fica certo.
Aqui os caixas de supermercados também são mulheres, até hoje não vi nenhum homen trabalhando como caixa, nem no TESCO e nem no BILLA. Alguém pode me dizer o porquê disso? Só pode ter alguma explicação mercadológica (marketing!).
Os carrinhos são maravilhosos. Muito bem engraxados, funcionam no esquema da moedinha (no BILLA) igual nos aeroportos.
Diferente dos brasileiros, os carrinhos de supermercados daqui andam em todas as direções: todas as rodinhas (eu disse todas as 4!) fazem movimentos em 360 graus. Controlar esse negócio é bizarro, acreditem!
O presunto, salame, mortadela e adjuntos, aqui, é vendido na mesma seção onde se compra carne, e não junto com os queijos, como no Brasil. Faz mais sentido. :)
Detalhe para o separador de produtos na esteira do caixa. É um objeto em formato de prisma triangular longo, deve ter uns 50cm. O formato tanto faz, poderia ser um paralelepípedo, um laço rosa, uma bola de futebol. O interessante é que este objeto separa a compra de quem está pagando da compra de quem vem atrás. Em alguns supermercados existem dois, para separar compra de até três pessoas. O motivo é óbvio: não misturar a carne do velho carnívoro com a compra da jovem vegetariana. Podíamos ter isso no Brasil, pelo menos não ia ficar enchendo o saco toda vez que o caixa passar as coisas da compra dos outros na nossa compra, ia evitar o ritual: ter que chamar o/a gerente (que sempre está ocupada) para desbloquear o sistema (não sei PARA QUÊ!) e excluir o produto, levando sempre mais de 10 minutos, sópara isso.
Ahoj!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Curiosidade
Okay. No aeroporto de Viena existem aqueles carrinhos para você carregar sua mala. Em Guarulhos também tem. A diferença é que em Viena é organizado (eu prefereria dizer “mais bem pensado”).
Em Guarulhos, você pega o carrinho na entrada do aeroporto, coloca sua bagagem, vai até o terminal de embarque e quando chega na porta do Terminal, você se desfaz do carrinho (leia-se: você deixa o carrinho largado nos corredores do aeroporto). Alguns mais concientes até pegam o carrinho e o coloca na fila de carrinhos que geralmente se forma por perto. Mas como estamos falando de brasileiro, bom, deixa pra lá. No caso do desembarque, pega-se o carrinho no saguão de desembarque, coloca-se a bagagem em cima, leva-se o carrinnho carregado até o estacionamento e larga-se lá. Eu achava isso uma maravilha: um carrinho que salva seus braços e não custa nada. Mas até aí eu estava pensando somente nos meus braços mesmo. O que eu não parei para pensar é que, às vezes, pessoas são pagas somente para pegar os carrinhos largados pelo estacionamento ou corredores do aeroporto, e estes mesmos carrinhos largados atrapalham a vida de todo mundo, inclusive a minha, quando quero passar com um carrinho cheio de bagagem.
No Aeroporto Internacional de Viena, toda vez que você pega um carrinho, você coloca uma moeda. A princípio eu achei que era pago, vi as pessoas colocando moedas nos carrinhos do saguão de desembarque, e eu até teria pago se tivesse uma moeda (moeda mesmo!) em euro. Depois, conversando com uma brasileira (eu falei que encontrei uma brasileira em Viena, que também passou a noite lá? As malas dela foram extraviadas. Ela mora em Portugal e a irmã em Viena – já tem experiência no aeroporto de Viena, hehe), ela me explicou que você coloca a moeda, depois, quando for se desfazer do carrinho, você põe o carrinho de volta em lugares específicos para poder retirar sua moeda. Você faz isso se você quiser, se você não quiser você pode deixar o carrinho solto no aeroporto, mas aí provavelmente alguém vai ser esperto suficiente para fazer isso por você: pegar seu dinheiro.
Veja a foto abaixo para ilustrar a situação:

Na prática, funciona assim: Existe, em cada carrinho, o lugar para pôr a moeda (foto). Na frente vai a moeda e atrás, digamos assim, vai uma chave. Cada base (vamos chamar o lugar onde se coloca os carrinhos de base) tem uma corrente presa a uma espécie de chave. Isto vai ser usado no primeiro carrinho que chegar à base: você põe o carrinho, insere esta chave no primeiro carrinho e a moeda é liberada. Daí, o primeiro carrinho também tem uma corrente com a mesma chave. Este novo carrinho (o primeiro) age como se fosse uma nova base para o próximo: você coloca o segundo carrinho na fila, insere a chave (que está no primeiro carrinho) e retira a moeda.
É simples e funciona! Eu digo que funciona por que você não vê UM CARRINHO sequer perdido pelo aeroporto, todos estão nos seus devidos lugares.
Bottom line: Alguém aí quer montar uma empresa, usar um sistema parecido e entrar no mercado brasileiro? Eu to dentro.






