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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Rotina

Bom, após 3 meses de trabalho posso, agora, com mais colhão, falar de rotina.

O trabalho exige 40h semanais, de segunda a sexta.
"Ah! São 8h por dia então..". Não.
Não são 8h por dia por que eu posso chegar a hora que eu quiser (entre 8h e 10h) e ir embora a hora que eu quiser (sem restrições).
A restrição é cumprir as 40h semanais.
É claro que se você tem que participar de reuniões em grupo, compromissos, etc.. você não fica tão livre assim, mas, digamos que, para trabalhos individuais, você está livre para fazer seu horário.

Dependendo do humor eu acordo em algum lugar no período do tempo entre 7h e 7:30, me arrumo, viajo uma maldita hora até o outro lado de Bratislava e chego no trabalho entre 9h e 9:30h (por que eu odeio acordar cedo - e não me venha com lição de moral! haha).
Tentando cumprir 8h diárias (para não sobrecarregar os outros dias), consequentemente eu saio do trabalho entre 17:30 e 17h.

Chego em casa em torno de 18:30h.
Dá tempo de tomar banho, comer algo, bater um papo com o Alex, ir no supermercado, talvez passear na cidade ou fazer alguma obrigação e, sem mais nem menos, já são 21h. Aí é se preparar pra dormir. Agora que o verão está quase "aí", o sol se põe às 21h - no verão ele se porá às 22h.

Lá pras 22h-23h, dependendo do que se passa na internet, TV e sala, eu vou dormir.

E lá se vai mais um dia...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feira de Natal e neve

Sem graça este frio, quase perdi meus dedos! E o pior é que eu estava com luvas... hunft!

Aproveitei o domingo à noite para visitar a Feira de Natal (de novo!) e comer coisas típicas, aproveitar por que eu não vou ver isto de novo...

A Eslováquia, algumas vezes, é bem Brasilzão! Vamos dar início com esta feira...

Para começar eu cheguei na feira e haviam algumas filas para comprar coisas (leia-se comida) nas barraquinhas. Como bom brasileiro, é claro que eu corri para pegar a fila - sem nem sequer saber para que que era, óbvio! Hahaha, brincadeira...

Primeiro eu fui lá na barraquinha, dei uma espiada, fiquei uns 10 minutos tirando fotos, confira:

Cheirava bem, muito bem! E eu já tinha comido isto na sexta-feira, mas agora eu queria experimentar o outro, não de frango, mas sim de lingüiça.

Entrei na fila, mas não foi tão fácil assim. Primeiro por que quando fui lá perto para ver do que se tratava, meio mundo já olhou meio estranho hahaha, claro! Acharam que eu ia cortar a fila (bem que eu podia dar um de louco né.. mas enfim, melhor não). Daí eu fui perguntando onde era o fim da fila, a cada 3 passos. Foi preciso perguntar 3 vezes, então dá pra imaginar que a fila estava um pouco grande. Na última vez que perguntei o homem que me respondeu ficou meio surpreso e não só falou que era alí o fim da fila, puxou conversa. Primeiro ele falou que achou estranho meu inglês, disse ele: “I miss this North American English! You are not from here, right?”. Ohhh!! Hahaha... conversa vai, conversa vem, ele se chama Peter e estava com um grupo de amigos, tinha feito aquele comentário por que ele acabara de chegar da Califórnia e se sentiu familiarizado com o sotaque quando abordei ele. Ele deve gostar muito de lá, por que ficou feliz em conversar, perguntava também sobre o México e Peru, pois ele já passou por lá. Rapaz viajado.

Final das contas, descobri que este tipo de comida costuma ser chamada de “Gipsy food” (Comida de cigano) e é muito popular nesta época! A forma mais tradicional é com linguiça, segundo ele. A propósito, pelo que andei lendo no meu guia, quando falam “ciganos” eles estão falando de romanos, uma das minorias do país e este termo é considerado ofensivo.

A comida nada mais é que um pão de hambúrguer com mostarda, cebola e linguiça (ou filé de frango). A linguiça, o filé de frango e a cebola ficam numa grande chapa, como pode ser visto na foto anterior: você chega e pede com qual carne você quer e eles montam na hora. Entre outras coisas, pode-se comprar vinho quente (tinto, branco, etc..), Kofola, Coca-Cola, cervejas e outras comidas típicas (foto abaixo).


Vamos começar do começo.

Todos estas comidas aí na foto são chamadas de Lokše. Não sei a tradução, mas é a base, digamos assim, e é como se fosse uma massa de panqueca, só que mais grossa. O Lokše pode ser doce ou salgado, quem manda é o recheio: Kapustové (couve), Makové (papoula), Orechové (nozes) Pečienkové (carne de porco desfiada), Mastené (sem recheio, apenas regado com gordura suína – argh!). Tem mais dois, só que eu não fui apresentado a eles: Cesnakové e Nugatové.

Eu fiquei com o Pečienkové (carne de porco desfiada) e o Makové (papoula). Peter reforçou que o Makové não dá grau, hahaha mesmo sendo feito de semente de papoula! J Para beber foi uma Kofola mesmo.

Eu particularmente só gostei mesmo do lance cigano, não curti muito o Lokše. Talvez não tenha ajudado muito o fato deles terem viajado até meu dormitório fora da minha mochila (protegidos apenas pelo saco plástico) e terem quase que congelados no caminho. Paciência.

Eu não tirei fotos (lembrei mas depois eu esqueci!) do barração que se forma na frente destas barraquinhas, com mesas improvisadas. Tem barraquinhas dos dois lados, formando um hall. É neste hall que fica este barracão. Ah, não é tão barracão assim, vai.. mesmo por que estamos na praça central, mas a palavra barracão dá uma idéia de povão e é bem este o clima que se tem. São só mesas, na altura do peitoral, improvisadas no meio da praça para você apoiar sua bebida enquanto come, nada demais.

O Peter acabou me convidando para comer lá com os amigos dele. Mais conversa.

Final da história, ele trabalha com Telecomunicações e o projeto em que ele está inserido é desenvolvido no Vale do Silício e volta e meia ele tem que ir para os EUA. Além do mais, comentei com ele o fato de algumas pessoas por aqui não falarem inglês e somente alemão, ou vice-versa, e ele, como todos os outros, reforçou: os mais novos (os jovens) é que estão inseridos na cultura “global” – resumindo, internet, Mc Donalds, língua inglesa e Britney Spears. Os mais antigos sabem alemão, principalmente, pela proximidade comercial e política passada com a Áustria e Alemanha. Os mais espertos sabem os dois idiomas. Ele comentou também como estão divididas as etnias pela Eslováquia: mais húngaros ao sul (onde estou), poloneses ao norte e “gipsies” ao Leste. Foi engraçado este resumo. Vou procurar saber mais...

Quando falei no começo sobre a Eslováquia ser bem Brasilzão, era disso que eu comentava e até o próprio Peter ratificou: apesar de estar na Europa, a Eslováquia não mantém aquele ar “sou chique, não me rele e não me toque”. Como ele mesmo disse, nem todos, mas a maioria, sente-se a vontade em você se aproximar, perguntar algo e continuar conversando ou chamar para entrar em uma roda entre amigos. Eu percebi isto também quando fui ao pub na sexta-feira. Amém!

Pequeno comentário: para continuar esta seção “Eslováquia é um pouco do Brasil na Europa” – hahaha – eu vou postar em breve uma lista de quanto custam as coisas aqui – aí sim vocês vão se sentir em casa.

Comprei uma passagem de ônibus de 30min para voltar e no meio do caminho deu surto para tirar foto da neve. Parei no meio do caminho! Os 10 minutos mais congelantes da minha vida, so far!


MAS CLARO QUE FOI EU QUEM ESCREVEU, NÉ! E de quem que era o carro? Eu sei lá... hahhaha.. Pentelho, pouco! J

Uma pena que estava de noite (e frrrrrio), não dá para ter uma noção maior de como estava.

Daí deste ponto eu fui direto para casa, viajei com o ticket expirado por 2min, num total de 32min. Culpa da neve. Sorte que não teve fiscalização !

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O post mais esperado de todos: saída do Aeroporto de Viena; chegada, acomodação e ambientação em Bratislava

Depois de um chá de cadeira por ter perdido o ônibus em Viena, fui atrás do ponto para que eu pudesse embarcar. A esta altura (era quase 4h da manhã) só tinha eu e mais alguns perdidos (todos dormindo), e um senhor limpando o chão. Fui pedir informação a ele, pois até então eu não tinha explorado o aeroporto. Primeira frase: “Hi, do you know where I can take the bus to Bratislava?”. O senhor me responde: “Über! Über! Über!”. Hahahaha, eu falei “Pronto! O tio não fala inglês...”. Só por que, minutos antes, eu comentei com um amigo meu por MSN que eu tinha me virado bem com inglês, até então....

Lá vou eu colocar meu alemão inferrujado em prática. “Sprechen Sie Englisch?” (Você fala inglês?) e ele “Nein!” (Não!). Agora eu estava oficialmente lascado.

Pensei que seria pior, mas consegui perguntar a ele onde pegar o ônibus, em alemão mesmo, e ele já havia me respondido da primeira vez, era em cima (über = acima). Vou ter que aperfeiçoar meu alemão pois irei a Viena algumas vezes, é perto!

Embarquei para Bratislava às 6:45, horário local, no Terminal 2 (Über! Über!) do Aeroporto Intl de Viena. Estava BEM frio, acredite.

Custo: €4.50 (aprox. R$12)

Tempo: 60min.

Chegada (quinta-feira, 20/12)

A viagem foi muito tranquila, ônibus confortável. A vantagem de viajar de ônibus, talvez uma das únicas (haha), é apreciar a paisagem. Infelizmente estava bem escuro e pouco pude ver da geografia local, basicamente árvores esparsas entre si e sem folhas.

“Curioso” é que existiam vários geradores de energia elétrica eólicos (vide foto abaixo – perdoem a qualidade!) ao longo da estrada.



A paisagem, no caminho, lembra MUITO aqueles filmes sobre nazismo (sério!!), é muito louco.. me senti um preso político hahahaha!

Na fronteira Áustria-Eslováquia houve uma parada, um policial entrou no ônibus, deu uma olhada por cima, pediu o meu passaporte. Eu nem precisei entregar, pelo visto ele só queria saber se eu carregava alguma identificação. A propósito, só um parenteses: cheguei em Bratislava, depois de toda esta jornada (Londres-Viena-Bratislava), sem nenhum carimbo no passaporte e nenhuma pergunta. Ninguém me perguntou absolutamente nada tipo “para onde eu ia” ou “o que eu ia fazer”, etc... e isto me preocupa.

O combinado, ao chegar em Bratislava, era eu encontrar o Josef (ele é meu guia AIESECo aqui) na estação principal, porém o motorista não falava nem inglês e nem alemão. Quando entrei no ônibus, tentei conversar mais ele não entendeu, falei: “Bratislava!” e ele “City or airport” (um inglês beeeeeem ruim). Eu falei “City”. Paguei os €4.50 e me sentei.

Quando o ônibus parou, em Bratislava, ele pediu que eu descesse. Eu desci, mas definitivamente não era aquele o lugar. Alí era uma parada de ônibus e tinha algumas pessoas estranhas, haha tinha um velho louco andando em círculos (ótima primeira impressão!! Hahaha).

Fui atrás de um orelhão para tentar falar com o Josef, porém o orelhão não aceitava euros. Andei 20m e troquei €10 em moeda local – coroas eslovacas (Slovenská koruna – Sk - €1 = 33 Sk).

A mulher falava muito pouco inglês, mas ela entendia bem. Problema é que ela me deu 300Sk em notas e 33 Sk em moedas (3x10Sk + 3 Sk). E eu precisava de moedas e não tinha a menor idéia de quanto custava o minuto de uma ligação para um celular local. E não é que foi? E ainda não usei tudo haha. Isto significa que, com aprox. 5 centavos de real eu consigo fazer uma ligação para celular local (absurdo!!).

Aquele clichê de que na Eslováquia as coisas são realmente baratas não é mentira. Que bom J

Acomodação (quinta-feira, 20/12)

Encontrei com o Josef e fomos conhecer o lugar onde ficarei temporariamente.

Como requisito antes de sair do Brasil, pedi a ele que procurasse o lugar mais barato possível (dentro de padrões sanitários e de segurança, é claro). Então eu já não esperava muita coisa, nada chique.

O lugar é comumente chamado de “dorms”, que nada mais são do que dormitórios para estudantes.

Existem vários destes complexos espalhados pela cidade e todos são mantidos pela Universidade de Bratislava, para os estudantes.

É um prédio gigante, com cerca de 4 andares e cada andar possui sala de estudo, cozinha comunitária e um grande número de dormitórios. Tudo é muito antigo.

Cada dormitório possui outros “2 quartos”, 1 banheiro (ducha e sanitário são separados), armários e uma pia. Você sai do corredor e entra no dormitório. Automaticamente você está em uma área comum onde se encontra o banheiro e a pia. Logo a frente existe outras duas portas que dão acesso aos quartos.

Cada quarto possui 3 camas (cabe até 3 pessoas) e uma mesa. No momento estou sozinho, no dormitório todo. Como básico na Europa, este prédio não é dieferente: inteiramente aquecido e água quente em todas as torneiras.

O preço é bem em conta, você paga aprox. R$ 120 para ter cama, água e energia elétrica. Não tem internet (nada, nem um sinal de fumaça).

Clique na foto abaixo para ampliar.



A cozinha é comum, como dito anteriormente, e é uma zon-! Fica na frente do meu dorm. A geladeira é pior ainda, tamanha desorganização. Não tem jeito, um bando de estudantes sempre será um bando de estudantes, em todo lugar do mundo.

Eu terei que comprar o que eu for usar – copos, talheres, pratos, etc.. embora tenha algumas coisas – panelas, principalmente - que foram deixadas (por pessoas iguais a mim?) e que podem ser usadas.

Eu não sei a política da casa, mas provavelmente deve ser a do “sujou, lavou”.



Ambientação (quinta-feira, 20/12)

Cheguei no dormitório e fui assinar alguns papéis de registro de entrada e fazer o pagamento (pelo menos aqui você paga antes).

Ganhei um chip de celular, mas não sei o número dele ainda (muito menos como descobrir isso) haha.

Este complexo em que estou é formado por estudantes de Economia (depois tiro fotos da entrada dele e da faculdade). Todos os estudantes falam inglês, não tem quase ninguém aqui – quase todo mundo já saiu para o recesso, voltam na primeira semana de Janeiro.

Depois de me regularizar na recepção, fui dormir. Era 10h.

Acordei umas 15h e fui visitar o escritório local da AIESEC, que fica a uns 10min daqui. Peguei instruções por SMS de como usar o ônibus e fui, na cara e na coragem! Haha!

Não é difícil andar de ônibus aqui, problema é a língua, só. Mas espero solucionar isso em breve... hehehe.

O transporte público aqui funciona. Você compra tickets de 10, 30 ou 60min. Você embarca pela porta de trás e marca seu ticket em umas máquinas que ficam nos apoios de alumínio. Funciona assim: ao colocar seu ticket nesta máquina, nele é inscrito o dia e horário corrente, e a partir deste momento você pode pegar quantos ônibus quiser por até tanto tempo (10, 30 ou 60min, dependendo do seu ticket). Não tem um cobrador, porém existe a possibilidade de você ser fiscalizado, o que acontece com pouca frequência, segundo o que o pessoal aqui diz. Disseram também que a penalidade (multa) para quem viajar com ticket expirado é alta.



Cheguei ao escritório da AIESEC CU (sem piadas haha, são as iniciais da universidade – Comenius University) e o pessoal estava terminando treinamento para alguns membros novos, em outra sala. Esperei um tempo e conheci alguns membros da diretoria. Logo depois me levaram pra comprar roupa (uma era a Sonya e outro um cara que eu esqueci o nome).

A Sonya mora aqui em Bratislava mesmo, ao contrário de muitos estudantes - maioria, que não são daqui.

Fomos a uma espécia de Riachuelo eslovaca, comprei um tênis-bota por que meu tênis não tava dando conta! Comprei uma blusa também, para usar sob a jaqueta (meia-boca – para o frio daqui – brasileira).

Já era tarde (quase 20h) então não deu tempo de irmos a outras lojas procurar jaqueta e luvas, vai ficar para sexta-feira ou outro dia, mesmo por que não é tão prioritário (a jaqueta que eu trouxe do Brasil está aguentando um pouco e o Josef me emprestou um par de luvas dele).

Fui ao mercado também, comprei alguns Rozoks (um pão comum que para nós brasileiros seria o francês), queijo, tomate, patê de presunto, manteiga e a Kofola!

Kofola é o refrigerante a base de cola que eles bebem aqui, mais comum que Coca-Cola. O gosto não tem nada a ver com Coca-Cola: é mais leve, menos doce, tem mais cafeína (2% a mais que Coca-Cola) e deve ter alguma fruta estranha na composição (provavelmente a do símbolo). Não gostei muito não mas vou me acostumar.



Voltei para casa sozinho, de ônibus, com as direções da Sonya.

Chegando no dormitório eu recebi uma SMS do Josef dizendo os celulares dos outros intercambistas da outra AIESEC (sim, tem três AIESECs aqui, uma é o MC – escritório nacional) que também estão morando aqui. Liguei para um deles, na verdade “ela” (Paulinia) e descobri que ela é minha vizinha de corredor.

Fui ao quarto dela para dar um “Alô!”, fazer um social. Ela é da Polônia e vive com as outras duas intercambistas que não estavam lá no momento (uma da Eslovênia e outra da Romênia). As três trabalham na Kraft Foods aqui em Bratislava, pela AIESEC, na área de contabilidade.

A Paulinia deu dicas importantes, como a do uso da geladeira: não deixe suas coisas na geladeira pois alguém vai pegar, principalmente se for iogurte, carnes, etc. Hahaha. Para ela não tem tanto problema, segunda ela mesma, pois ela é vegetariana e as palavras dela foram “These kids aren’t that fan of vegetables...” hahaha.

A solução é colocar os frios para fora, pela janela do seu quarto. Isso no inverno. No verão, o jeito é comprar pequenas quantidades para consumo rápido ou usar a geladeira e rezar para que não suma nada.

Eu peguei a sacola de supermercado, coloquei o patê e a mussarela dentro e deixei lá fora. A Kofola gelou em 20min.

Ah! Estou sem internet, então vou escrevendo offline e quando eu for a um pub ou café com internet eu coloco online.

Ah-2! Comprei o adaptador para tomadas!